HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Sobre trauma raqui-medular, assinale a alternativa correta
Fratura de Jefferson = fratura por explosão de C1, comum em trauma axial na cabeça.
A fratura de Jefferson é uma lesão clássica da vértebra C1 (atlas), resultante de uma força axial na cabeça, como em mergulhos em águas rasas. Caracteriza-se por fraturas nos arcos anterior e/ou posterior do atlas, podendo ser estável ou instável dependendo do deslocamento.
O trauma raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que pode resultar em déficits neurológicos permanentes. A avaliação inicial e o manejo adequado são cruciais para minimizar danos secundários. As lesões da coluna cervical são particularmente importantes devido à proximidade com o tronco cerebral e à inervação de funções vitais. A fratura de Jefferson é uma lesão específica da primeira vértebra cervical (C1), tipicamente causada por uma força axial na cabeça, como em acidentes de mergulho. É uma fratura por explosão que pode envolver os arcos anterior e/ou posterior do atlas. Sua estabilidade é determinada pela integridade do ligamento transverso do atlas e pelo deslocamento lateral das massas laterais. Outros conceitos importantes incluem o choque neurogênico, que é uma forma de choque distributivo resultante da perda do tônus simpático abaixo do nível da lesão medular (geralmente cervical ou torácica alta), manifestando-se com hipotensão e bradicardia. A síndrome central da medula é outra apresentação comum, com maior comprometimento motor e sensorial nos membros superiores. É fundamental uma avaliação radiológica completa para identificar lesões estáveis e instáveis, bem como fraturas não contíguas, que podem ocorrer em até 10% dos casos.
O choque neurogênico é caracterizado por hipotensão (devido à vasodilatação periférica), bradicardia (perda da inervação simpática cardíaca) e pele quente e seca, resultantes da interrupção das vias simpáticas descendentes.
A síndrome central da medula é caracterizada por fraqueza e perda sensorial mais acentuadas nos membros superiores do que nos membros inferiores, frequentemente após lesão por hiperextensão da coluna cervical.
Fraturas não contíguas ocorrem em aproximadamente 5-10% dos pacientes com TRM e podem ser facilmente perdidas se a avaliação radiológica não for completa, levando a instabilidade secundária e piora neurológica.
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