IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2019
Idoso vítima de atropelamento, com fratura instável de ossos da bacia e pequena quantidade de líquido livre em abdome, instável hemodinamicamente, levada ao centro cirúrgico e submetido ao tamponamento extraperitoneal. Qual deve ser a conduta inicial do ortopedista?
Fratura instável de pelve + instabilidade hemodinâmica → fixador externo imediato para controle de hemorragia.
Em fraturas instáveis de pelve com instabilidade hemodinâmica, a prioridade é o controle da hemorragia. O fixador externo de pelve proporciona estabilização rápida, reduz o volume pélvico e auxilia no tamponamento dos vasos sangrantes, sendo uma medida de controle de danos essencial.
Fraturas instáveis da pelve são lesões de alta energia frequentemente associadas a traumas graves, como atropelamentos e acidentes automobilísticos. A principal preocupação nesses casos é a hemorragia maciça, que pode levar rapidamente à instabilidade hemodinâmica e choque hipovolêmico, sendo uma das principais causas de mortalidade precoce no trauma pélvico. A instabilidade do anel pélvico permite o deslocamento dos fragmentos ósseos, lacerando vasos sanguíneos e aumentando o espaço para o acúmulo de sangue no retroperitônio. A abordagem inicial de um paciente com fratura instável de pelve e instabilidade hemodinâmica segue os princípios do ATLS, com foco na ressuscitação volêmica e controle da hemorragia. A estabilização mecânica da pelve é uma medida crucial de controle de danos. Isso pode ser feito inicialmente com um lençol ou cinto pélvico, e posteriormente, no centro cirúrgico, com a aplicação de um fixador externo. O fixador externo reduz o volume pélvico, comprimindo os vasos e promovendo um tamponamento mecânico, o que pode diminuir significativamente o sangramento. Após a estabilização mecânica e a ressuscitação, se a instabilidade hemodinâmica persistir ou houver evidência de sangramento arterial, a angioembolização pélvica deve ser considerada. O tamponamento extraperitoneal, como mencionado na questão, é outra técnica cirúrgica para controle de danos. A coordenação entre ortopedistas e cirurgiões do trauma é fundamental para o manejo eficaz desses pacientes complexos.
Fraturas instáveis de pelve podem levar a grandes sangramentos devido à lesão de vasos pélvicos (artérias e veias) e ao grande espaço retroperitoneal que pode acomodar volumes significativos de sangue, resultando em choque hipovolêmico.
O fixador externo estabiliza a pelve, reduzindo o volume do anel pélvico e promovendo um tamponamento mecânico dos vasos sangrantes. Isso ajuda a controlar a hemorragia e a estabilizar o paciente hemodinamicamente.
A angioembolização é indicada quando há evidência de sangramento arterial ativo, geralmente após a estabilização mecânica da pelve e ressuscitação volêmica, especialmente se a instabilidade hemodinâmica persistir.
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