ENARE/ENAMED — Prova 2022
Um paciente de 10 anos teve uma fratura do antebraço esquerdo. Quanto ao tipo de fratura que pode ter ocorrido nesse caso e suas características, assinale a alternativa correta.
Fratura em galho verde = ruptura incompleta da cortical óssea, comum em crianças devido à elasticidade óssea.
As fraturas em crianças possuem características únicas devido à maior elasticidade e menor densidade óssea, além da presença das placas de crescimento. A fratura em galho verde é um tipo incompleto, onde uma cortical óssea se rompe e a outra se dobra, semelhante a um galho jovem. Isso difere de fraturas completas ou de outros tipos específicos da infância como a fratura em fivela (torus), que é uma compressão da cortical.
As fraturas pediátricas representam um desafio único na ortopedia devido às particularidades do esqueleto em crescimento. A compreensão dos diferentes tipos de fraturas e suas características é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados, visando a consolidação óssea e a prevenção de sequelas no desenvolvimento. A fisiopatologia das fraturas em crianças é influenciada pela maior elasticidade óssea, que permite que o osso se dobre mais antes de quebrar, resultando em fraturas incompletas como a em galho verde e a em fivela. A fratura em galho verde é uma ruptura incompleta da cortical óssea, onde apenas um lado do osso se rompe e o outro se curva, sendo comum em ossos longos do antebraço e perna. Já a fratura em fivela (torus) é uma deformidade por compressão da cortical, sem uma linha de fratura completa, frequentemente vista na metáfise distal do rádio. O diagnóstico é feito por radiografias simples, e o tratamento geralmente envolve imobilização com gesso. É crucial que residentes e estudantes de medicina saibam identificar esses tipos de fraturas, diferenciá-los e entender suas implicações, especialmente aquelas que envolvem a placa de crescimento (fise), que podem afetar o crescimento futuro do membro. O manejo conservador é a regra, mas a atenção aos detalhes e a avaliação de possíveis lesões associadas são sempre necessárias.
As fraturas em crianças diferem das de adultos pela maior elasticidade óssea, presença da placa de crescimento (fise), maior potencial de remodelação e consolidação mais rápida. Tipos específicos de fraturas, como em galho verde e em fivela, são exclusivos da infância.
A fratura em fivela (torus) é uma fratura incompleta que ocorre por compressão axial, resultando em um 'amassamento' ou 'buckling' da cortical óssea, sem descontinuidade completa. É mais comum na metáfise distal do rádio e da ulna em crianças pequenas, após quedas com apoio sobre a mão estendida.
A placa de crescimento (fise) é uma área de cartilagem responsável pelo crescimento longitudinal do osso. Fraturas que a envolvem (fraturas fisárias) são classificadas pela escala de Salter-Harris e podem ter implicações graves no crescimento ósseo futuro, exigindo manejo cuidadoso para evitar deformidades ou encurtamento.
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