USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Homem, 75 anos, foi trazido ao Serviço de Emergência pelos familiares após encontrá-lo caído ao lado de sua cama. Tem hipertensão arterial sistêmica e obesidade. Lúcido, o paciente refere que caiu sobre o quadril direito após tropeçar no tapete ao lado da cama; desde então não consegue deambular. Nega trauma encefálico. Previamente deambulador social, conseguia realizar apenas atividades básicas diárias sozinho. Atendimento inicial já realizado e solicitada a radiografia abaixo.Qual é o achado clínico compatível com a história e com o achado radiológico apresentados?
Fratura de colo de fêmur → membro encurtado + rotação externa + dor intensa no quadril após queda em idoso.
Em idosos, quedas com trauma no quadril são a principal causa de fraturas de fêmur proximal. O achado clínico clássico de encurtamento e rotação externa do membro afetado é altamente sugestivo de fratura, especialmente do colo do fêmur ou transtrocantérica, e exige confirmação radiográfica imediata.
A fratura de fêmur proximal é uma condição comum e grave em idosos, frequentemente associada a quedas e osteoporose. Sua incidência aumenta exponencialmente com a idade, representando um desafio significativo para a saúde pública devido à alta morbimortalidade e aos custos de tratamento e reabilitação. É fundamental que o profissional de saúde esteja apto a reconhecer rapidamente os sinais e sintomas. O diagnóstico é primariamente clínico, com o paciente referindo dor intensa no quadril após um trauma, geralmente uma queda. Ao exame físico, observa-se o membro inferior afetado encurtado e em rotação externa, com incapacidade de realizar movimentos ativos ou passivos sem dor. A confirmação é feita por radiografias do quadril e fêmur proximal, que devem ser solicitadas prontamente em qualquer suspeita. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando a estabilização da fratura e a mobilização precoce do paciente para prevenir complicações. A escolha da técnica cirúrgica (osteossíntese ou artroplastia) depende de fatores como o tipo de fratura, idade do paciente e nível de atividade prévio. A reabilitação pós-operatória é essencial para restaurar a função e a independência.
Os sinais clássicos incluem dor intensa no quadril, incapacidade de deambular, encurtamento do membro afetado e rotação externa do pé e da perna.
O encurtamento ocorre devido ao impacto e deslocamento ósseo, enquanto a rotação externa é resultado da ação dos músculos rotadores externos do quadril, que não encontram resistência devido à perda da integridade óssea.
O diagnóstico e tratamento rápidos são cruciais para reduzir a morbimortalidade, prevenir complicações como trombose venosa profunda e pneumonia, e otimizar a reabilitação do paciente idoso.
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