PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
No Brasil, estudos recentes mostram que a cada 1.000 crianças, 10 são vítimas de maus-tratos e que dessas 2% a 3% morrem, com uma incidência de mortalidade similar a da leucemia. Uma maior conscientização dos maus tratos infantis tem contribuído para um melhor entendimento desses complexo problema. Lesões não acidentais em crianças são uma importante causa de morbidade e mortalidade. Fraturas são a segunda causa mais comum de manifestação clínica de maus tratos. Assinale a alternativa que consta a fratura que esta associada em mais de 60% dos casos a maus tratos em crianças menores de 03 anos, não deambuladoras.
Fratura de fêmur em crianças < 3 anos não deambuladoras → alta suspeita de maus tratos (>60% dos casos).
Fraturas de fêmur em lactentes e crianças pequenas que ainda não deambulam são altamente sugestivas de abuso infantil. A energia necessária para causar essa fratura é considerável, e a ausência de um mecanismo traumático claro ou uma história inconsistente deve levantar a bandeira vermelha para maus tratos.
Maus tratos infantis representam um grave problema de saúde pública, com alta morbidade e mortalidade, comparável à leucemia em termos de incidência de óbitos. A conscientização e o reconhecimento precoce são fundamentais para a proteção da criança. Fraturas não acidentais são a segunda manifestação clínica mais comum de abuso físico, exigindo atenção especial dos profissionais de saúde. A fratura de fêmur em crianças menores de 3 anos que ainda não deambulam é um marcador de alta suspeita para maus tratos, associada a mais de 60% dos casos de abuso. Isso ocorre porque a energia necessária para fraturar um fêmur em um lactente é considerável, e acidentes banais raramente resultam em tal lesão. A presença de uma história inconsistente, atraso na procura por atendimento ou outras lesões inexplicáveis reforçam a suspeita. O manejo de um caso suspeito de maus tratos envolve não apenas o tratamento da fratura, mas também uma investigação multidisciplinar rigorosa para garantir a segurança da criança. É imperativo que o profissional de saúde notifique as autoridades competentes e trabalhe em conjunto com assistentes sociais e psicólogos para proteger a vítima e prevenir futuros episódios de abuso. A identificação precoce e a intervenção são cruciais para o prognóstico a longo prazo da criança.
Fraturas de fêmur em crianças menores de 3 anos não deambuladoras são altamente sugestivas de maus tratos, ocorrendo em mais de 60% dos casos. Outras fraturas de alta suspeita incluem fraturas de costelas, metáfises (lesões em 'canto' ou 'balde') e fraturas complexas ou múltiplas em diferentes estágios de cicatrização.
A investigação deve incluir uma história detalhada e consistente com os achados, exame físico completo para outras lesões, radiografias de corpo inteiro (esqueleto completo), exames laboratoriais para descartar doenças ósseas e, se necessário, avaliação por equipe multidisciplinar especializada em proteção à criança.
A idade é crucial. Em crianças não deambuladoras (geralmente menores de 1 ano), qualquer fratura deve levantar forte suspeita de abuso, pois a capacidade de se lesionar acidentalmente é limitada. Em crianças maiores, o mecanismo da lesão deve ser mais bem avaliado, mas a suspeita de abuso nunca deve ser descartada.
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