Manejo Inicial de Fraturas Expostas na Emergência

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Homem, 28 anos, é levado ao pronto-socorro após ser vítima de atropelamento por veículo automotor. Na chegada, o paciente está consciente e orientado, referindo dor intensa em perna esquerda. Após a avaliação inicial sistemática (ABCDE), foram obtidos os seguintes dados: | Parâmetro de Avaliação | Achado Clínico | | :--- | :--- | | Vias aéreas e Respiração | Pérveas; MV presente bilateralmente; SatO2 97% em ar ambiente | | Circulação | PA 125/85 mmHg; FC 84 bpm; pulsos pediosos presentes e simétricos | | Neurológico | Escala de Coma de Glasgow 15; pupilas isocóricas e fotorreagentes | | Exposição | Lesão em perna esquerda conforme imagem abaixo; sem outras deformidades | Analise a imagem e, considerando os protocolos de atendimento ao traumatizado, assinale a conduta imediata mais adequada para a lesão do membro inferior na sala de emergência:

Alternativas

  1. A) Realizar limpeza da ferida com soro fisiológico, alinhamento do membro, curativo estéril e imobilização.
  2. B) Coletar swab da ferida para cultura e aguardar o resultado para iniciar a antibioticoterapia específica.
  3. C) Encaminhar imediatamente ao centro cirúrgico para redução aberta e fixação interna definitiva com placa.
  4. D) Realizar a sutura primária da pele para cobertura do osso exposto e evitar contaminação adicional.

Pérola Clínica

Fratura exposta na emergência → Limpeza (SF) + Curativo estéril + Alinhamento/Imobilização + ATB precoce.

Resumo-Chave

No trauma, após o ABCDE, lesões de extremidades exigem estabilização imediata para prevenir danos neurovasculares e infecção, priorizando limpeza grosseira e imobilização.

Contexto Educacional

O manejo de fraturas expostas segue princípios rígidos para salvar o membro e prevenir complicações crônicas. A classificação de Gustilo-Anderson orienta a gravidade e o risco de infecção. Na emergência, o foco é a 'toalete' inicial e a estabilização mecânica. O alinhamento grosseiro do membro reduz a dor e protege o feixe neurovascular de compressões ou estiramentos causados por fragmentos ósseos. A imobilização adequada é fundamental para o transporte seguro e para evitar danos adicionais aos tecidos moles circundantes.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade no manejo de uma fratura exposta na sala de emergência?

Após garantir a estabilidade hemodinâmica e respiratória (ABCDE), a prioridade na lesão local é a prevenção de infecção e a proteção de partes moles. Isso inclui a limpeza exaustiva com soro fisiológico para remover contaminantes grosseiros, a cobertura da ferida com curativo estéril úmido e a imobilização do membro em posição anatômica. A antibioticoterapia deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente na primeira hora, para reduzir as taxas de osteomielite.

Pode-se realizar sutura primária em fraturas expostas?

Não se recomenda a sutura primária da pele sobre uma fratura exposta na sala de emergência. O fechamento primário sem desbridamento formal em centro cirúrgico aumenta drasticamente o risco de infecção profunda e síndrome compartimental. A ferida deve permanecer aberta, protegida por curativo estéril, até que o cirurgião ortopédico realize a limpeza cirúrgica e avalie a viabilidade dos tecidos.

Quando indicar a fixação interna definitiva?

A fixação interna definitiva (com placas ou hastes) raramente é realizada no primeiro atendimento de uma fratura exposta grave ou altamente contaminada. Geralmente, opta-se pela fixação externa temporária para estabilização óssea e cuidado com as partes moles. A fixação definitiva é planejada após a estabilização do paciente e quando o leito da ferida estiver limpo e sem sinais de infecção ativa.

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