Fratura Exposta de Tíbia: Classificação Gustilo-Anderson

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 33 anos, masculino, foi vítima de colisão moto x mureta fixa de proteção em baixa velocidade. Comparece à sala de emergência com dor, deformidade, crepitação, sangramento ativo e solução de continuidade puntiforme com menos de 1cm de extensão em terço médio da perna esquerda. Radiografia evidencia fratura diafisária do terço médio da tíbia esquerda. Assinale a alternativa que indica o tipo correto de fratura e sua classificação por Gustillo Anderson.

Alternativas

  1. A) Fratura exposta. Classificação tipo 1.
  2. B) Fratura exposta. Classificação tipo 2.
  3. C) Fratura exposta. Classificação tipo 3.
  4. D) Fratura fechada. Sem classificação.

Pérola Clínica

Fratura exposta = solução de continuidade da pele + fratura. Gustilo I: ferida < 1cm, limpa, baixa energia.

Resumo-Chave

A presença de qualquer solução de continuidade da pele comunicando com o foco de fratura, mesmo que puntiforme (<1cm), caracteriza uma fratura como exposta. A classificação de Gustilo-Anderson é crucial para guiar o tratamento e avaliar o risco de infecção, sendo tipo I para feridas limpas e pequenas.

Contexto Educacional

A fratura exposta é uma emergência ortopédica que se caracteriza pela comunicação do foco de fratura com o meio externo, seja por uma lesão na pele ou por uma perfuração óssea de dentro para fora. Sua importância reside no alto risco de infecção, que pode levar a complicações graves como osteomielite, pseudoartrose e até amputação. A incidência é maior em traumas de alta energia, mas pode ocorrer em baixa energia, como no caso descrito. O diagnóstico é clínico, pela presença da ferida e da fratura, e a classificação de Gustilo-Anderson é essencial para estratificar o risco e orientar a conduta. O tipo I, como na questão, apresenta ferida limpa com menos de 1 cm, geralmente causada por trauma de baixa energia ou perfuração óssea de dentro para fora, com mínimo dano aos tecidos moles. Os tipos II e III indicam maior dano tecidual e risco de contaminação. O tratamento inicial de uma fratura exposta inclui avaliação primária do trauma, estabilização do paciente, profilaxia antitetânica, antibioticoterapia precoce (geralmente cefalosporina de primeira geração para Gustilo I e II, com adição de aminoglicosídeo para Gustilo III), desbridamento cirúrgico urgente da ferida e estabilização da fratura. O prognóstico depende da gravidade da lesão, do tempo até o desbridamento e da adequação do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar uma fratura como exposta?

Uma fratura é classificada como exposta quando há comunicação entre o foco da fratura e o meio externo através de uma lesão na pele e tecidos moles, independentemente do tamanho da ferida.

Qual a importância da classificação de Gustilo-Anderson?

A classificação de Gustilo-Anderson é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento, especialmente em relação ao risco de infecção e à necessidade de desbridamento cirúrgico e antibioticoterapia.

Como diferenciar os tipos de Gustilo-Anderson?

O tipo I envolve ferida limpa < 1 cm; tipo II, ferida > 1 cm com lesão moderada de tecidos moles; tipo III, extensa lesão de tecidos moles, contaminação e/ou lesão vascular/nervosa, subdividido em IIIA, IIIB e IIIC.

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