USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem, 23 anos, vítima de queda de motocicleta em alta velocidade. Avaliação na admissão no Serviço de Emergência: A: Intubado; SpO₂: 93%. B: MV e ausculta diminuídos à esquerda. C: PA: 140x70 mmHg; FC: 90 bpm; FAST negativo. D: Escala de Coma de Glasgow de 3. Sedação. Pupilas anisocóricas, com midríase à esquerda. E: Fratura exposta de perna esquerda, conforme imagem a seguir. O paciente será submetido à analgesia, imunização antitetânica e antibiótico. Qual é a classificação de Gustillo-Anderson para a fratura exposta e qual a conduta na Sala de Trauma, respectivamente?
Fratura exposta Gustilo 3a (alta energia) → conduta inicial = alinhamento + imobilização + ATB + antitetânica.
Fraturas expostas por trauma de alta energia, como quedas de motocicleta, são frequentemente classificadas como Gustilo-Anderson tipo 3a ou superior. A conduta inicial na sala de trauma inclui estabilização primária do paciente, analgesia, profilaxia antitetânica, antibioticoterapia e, para a fratura, alinhamento e imobilização provisória.
As fraturas expostas são lesões ortopédicas graves que comunicam o foco da fratura com o ambiente externo, aumentando significativamente o risco de infecção. A classificação de Gustilo-Anderson é fundamental para guiar o tratamento e determinar o prognóstico, baseando-se no tamanho da ferida, extensão da lesão de partes moles e grau de contaminação. Traumas de alta energia, como acidentes de motocicleta, frequentemente resultam em fraturas Gustilo tipo 3, que indicam lesões mais complexas. A classificação Gustilo-Anderson divide as fraturas expostas em tipos I, II e III, sendo o tipo III subdividido em 3a, 3b e 3c. O tipo 3a envolve extensa lesão de partes moles, mas com cobertura óssea adequada, geralmente por trauma de alta energia. O manejo inicial na sala de trauma segue os princípios do ATLS, priorizando a estabilização do paciente. Para a fratura, as condutas incluem analgesia, profilaxia antitetânica, antibioticoterapia precoce e de amplo espectro, cobertura estéril da ferida e, crucialmente, o alinhamento e imobilização provisória do membro afetado. O objetivo do alinhamento e imobilização é reduzir a dor, prevenir danos adicionais às estruturas neurovasculares e musculares, e facilitar o transporte seguro do paciente para o bloco cirúrgico, onde será realizado o desbridamento cirúrgico definitivo, lavagem exaustiva e fixação da fratura. A rapidez na abordagem e a adesão aos protocolos são determinantes para minimizar as complicações, como infecção e não união, e otimizar o resultado funcional do paciente.
A classificação Gustilo-Anderson 3a é caracterizada por extensa lesão de partes moles, com cobertura óssea adequada, mas geralmente associada a trauma de alta energia e contaminação significativa.
O alinhamento e a imobilização provisória são cruciais para reduzir a dor, prevenir danos adicionais a partes moles e estruturas neurovasculares, e facilitar o transporte seguro do paciente para o centro cirúrgico.
Outras medidas essenciais incluem cobertura da ferida com curativo estéril, administração precoce de antibióticos intravenosos de amplo espectro, profilaxia antitetânica e analgesia adequada.
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