UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Homem, 39 anos, sem comorbidades, vítima de atropelamento, é admitido no setor de emergência estável hemodinamicamente, apresentando ferida corto-contusa, de 0,5cm, no terço médio da perna. Radiografia: fratura da diáfise da tíbia direita com traço transverso. Não há outras lesões associadas. Pode-se afirmar que o tipo de fratura, de acordo com a classificação de Gustilo para fratura exposta e o(s) antibiótico(s) indicado(s) é (são):
Fratura exposta Gustilo I (ferida < 1 cm, limpa) → profilaxia com Cefazolina.
A classificação de Gustilo e Anderson é essencial para determinar o risco de infecção e guiar a antibioticoprofilaxia em fraturas expostas. Uma ferida limpa com menos de 1 cm, como no caso de Gustilo tipo I, requer cobertura primária contra bactérias Gram-positivas, sendo a cefazolina a escolha padrão.
As fraturas expostas são lesões ortopédicas graves que envolvem a comunicação do foco de fratura com o ambiente externo, aumentando drasticamente o risco de infecção. A classificação de Gustilo e Anderson é a ferramenta mais utilizada para categorizar essas fraturas com base no tamanho da ferida, grau de contaminação e extensão do dano aos tecidos moles, o que direciona o manejo e a antibioticoprofilaxia. A fisiopatologia da fratura exposta envolve a interrupção da barreira cutânea, permitindo a entrada de microrganismos no local da fratura. O tipo I de Gustilo é o menos grave, com uma ferida limpa menor que 1 cm, geralmente por perfuração de dentro para fora. O diagnóstico é clínico e radiográfico. A conduta inicial inclui cobertura da ferida, imobilização e, crucialmente, antibioticoprofilaxia precoce. O tratamento de uma fratura exposta, independentemente do tipo, envolve desbridamento cirúrgico urgente para remover tecidos desvitalizados e corpos estranhos, irrigação abundante e estabilização da fratura. Para fraturas Gustilo tipo I, a antibioticoprofilaxia padrão é com uma cefalosporina de primeira geração (ex: cefazolina) para cobrir Staphylococcus aureus, o patógeno mais comum. A duração da profilaxia geralmente é de 24 horas após o fechamento da ferida ou até 72 horas em casos mais complexos, mas para Gustilo I, 24 horas costuma ser suficiente. A falha em iniciar os antibióticos precocemente e realizar o desbridamento adequado aumenta o risco de osteomielite e outras complicações.
Uma fratura exposta Gustilo tipo I é caracterizada por uma ferida limpa com menos de 1 cm de comprimento, geralmente causada por um trauma de baixa energia, com mínimo dano aos tecidos moles e sem esmagamento significativo.
Para fraturas expostas Gustilo tipo I, o antibiótico de escolha para profilaxia é uma cefalosporina de primeira geração, como a cefazolina, que oferece cobertura adequada contra bactérias Gram-positivas, como o Staphylococcus aureus.
A classificação de Gustilo e Anderson é fundamental para avaliar a extensão do dano aos tecidos moles, o grau de contaminação e o risco de infecção em fraturas expostas, guiando a conduta terapêutica, incluindo a escolha dos antibióticos e a necessidade de desbridamento cirúrgico.
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