Fratura do Enforcado: Diagnóstico e Manejo da Lesão C2

Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente masculino 17 anos, trazido ao pronto socorro, protocolado, com história de capotamento de veículo em baixa velocidade sem vítimas fatais. Refere dor cervical importante sem déficit motor ou sensitivo. No atendimento à vítima foi realizada a tomografia cervical que evidenciou a fratura da pars interarticularis de C2. O nome atribuído a essa fratura é

Alternativas

  1. A) fratura do degolado.
  2. B) fratura do mergulhador.
  3. C) fratura de Jefferson.
  4. D) fratura do axis.
  5. E) fratura do enforcado.

Pérola Clínica

Fratura da pars interarticularis de C2 = Fratura do Enforcado (Hangman's fracture).

Resumo-Chave

A fratura do enforcado é uma lesão traumática da coluna cervical que afeta a pars interarticularis de C2, geralmente resultante de forças de hiperextensão e distração. É crucial reconhecer seu mecanismo e implicações para a estabilidade cervical.

Contexto Educacional

A fratura do enforcado, ou fratura de Hangman, é uma lesão traumática da coluna cervical que afeta a pars interarticularis da segunda vértebra cervical (C2). Embora classicamente associada a enforcamentos, é mais frequentemente observada em acidentes automobilísticos de alta energia, onde forças de hiperextensão e distração atuam sobre a coluna cervical. É uma lesão relativamente comum em traumas cervicais e seu reconhecimento precoce é fundamental para evitar complicações neurológicas. O diagnóstico é feito por exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada da coluna cervical, que evidencia a fratura bilateral da pars interarticularis. A avaliação da estabilidade da coluna é crucial e é guiada pela classificação de Effendi (ou Levine e Effendi), que considera o deslocamento e a angulação dos fragmentos. A suspeita deve surgir em pacientes com dor cervical após trauma, especialmente com mecanismo de hiperextensão. O tratamento varia conforme a classificação da fratura. Fraturas tipo I, sem deslocamento significativo, podem ser tratadas conservadoramente com colar cervical rígido. Fraturas tipo II e III, com maior instabilidade e deslocamento, frequentemente requerem imobilização mais robusta (halo-vest) ou intervenção cirúrgica para estabilização, especialmente se houver déficits neurológicos ou instabilidade ligamentar associada. O prognóstico geralmente é bom se tratada adequadamente.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de lesão da fratura do enforcado?

A fratura do enforcado geralmente ocorre por forças de hiperextensão e distração, como em acidentes automobilísticos ou quedas, levando à fratura bilateral da pars interarticularis de C2.

Como é classificada a fratura do enforcado?

A classificação mais comum é a de Effendi (ou Levine e Effendi), que divide a fratura em tipos I, II, IIa e III, baseando-se no deslocamento e angulação, o que guia a conduta terapêutica.

Qual a conduta inicial para uma fratura do enforcado?

A conduta inicial envolve imobilização cervical rigorosa, avaliação neurológica completa e exames de imagem como tomografia computadorizada para determinar o tipo de fratura e planejar o tratamento.

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