IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
A fratura do enforcado
Fratura do enforcado (C2) = espondilolistese traumática de C2, geralmente bom prognóstico neurológico.
A fratura do enforcado, ou espondilolistese traumática de C2, envolve a pars articularis do áxis. Apesar de ser uma lesão de alta energia, o prognóstico neurológico é surpreendentemente bom devido à descompressão do canal medular.
A fratura do enforcado, ou espondilolistese traumática de C2, é uma lesão específica da coluna cervical que afeta a pars articularis do áxis (C2). Embora o nome sugira uma lesão catastrófica, o prognóstico neurológico é, surpreendentemente, muitas vezes bom. Compreender as características e o manejo dessa fratura é crucial para residentes que atuam em emergências e traumatologia. Essa fratura é tipicamente bilateral e ocorre na pars articularis de C2, resultando em um deslocamento anterior do corpo de C2 sobre C3. O mecanismo clássico envolve hiperextensão e compressão axial, como visto em acidentes automobilísticos de alta velocidade. A razão para o bom prognóstico neurológico reside no fato de que o deslocamento anterior de C2 sobre C3 tende a alargar o canal medular, descomprimindo a medula espinhal e protegendo-a de lesões graves. O tratamento da fratura do enforcado depende da sua classificação (geralmente pela classificação de Effendi ou Levine e Edwards), que leva em conta o grau de deslocamento e angulação. Muitas fraturas estáveis podem ser tratadas conservadoramente com imobilização cervical, enquanto as instáveis podem requerer cirurgia. A avaliação cuidadosa da estabilidade e a exclusão de outras lesões associadas são passos fundamentais no manejo desses pacientes.
A fratura do enforcado, também conhecida como espondilolistese traumática de C2, é uma fratura bilateral da pars articularis do áxis (C2), resultando em escorregamento de C2 sobre C3.
Apesar de ser uma lesão de alta energia, a fratura do enforcado frequentemente causa uma descompressão do canal medular devido ao deslocamento anterior de C2, o que protege a medula espinhal de lesões graves.
Geralmente é causada por hiperextensão e compressão axial da coluna cervical, como em acidentes automobilísticos (impacto frontal com o rosto no para-brisa) ou, historicamente, em enforcamentos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo