UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Em pacientes do sexo feminino com idade em torno dos 50 anos, que sofre uma queda da própria altura e entra na emergência com dor no punho e se confirma uma fratura distal do rádio, devemos logo suspeitar que ela seja:
Mulher >50 anos com fratura distal rádio por queda da própria altura → suspeitar osteoporose.
Fraturas de baixo impacto, especialmente em mulheres pós-menopausa, são um forte indicativo de fragilidade óssea. A fratura distal do rádio (fratura de Colles) é uma das fraturas sentinela da osteoporose, junto com as fraturas vertebrais e do colo do fêmur.
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento do risco de fraturas. É uma condição comum, especialmente em mulheres pós-menopausa, devido à queda dos níveis de estrogênio, que desempenha um papel crucial na manutenção da massa óssea. A fratura distal do rádio, frequentemente conhecida como fratura de Colles, é uma das fraturas mais comuns em pacientes com osteoporose, ocorrendo tipicamente após uma queda da própria altura. A suspeita de osteoporose deve ser levantada em qualquer paciente, especialmente mulheres acima de 50 anos, que apresente uma fratura por fragilidade, ou seja, uma fratura resultante de trauma mínimo. O diagnóstico precoce da osteoporose é fundamental para iniciar o tratamento e prevenir fraturas subsequentes, que podem ter morbidade e mortalidade significativas. A avaliação inclui histórico clínico, exame físico e densitometria óssea. O tratamento envolve modificações no estilo de vida, suplementação de cálcio e vitamina D, e medicamentos antirresortivos ou anabólicos ósseos.
Os principais fatores incluem idade avançada, menopausa precoce, baixo índice de massa corporal, tabagismo, etilismo, uso crônico de corticosteroides e histórico familiar de osteoporose.
O diagnóstico de osteoporose é confirmado pela densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea. Em pacientes com fratura por fragilidade, o diagnóstico pode ser feito mesmo sem a DXA se outros fatores de risco estiverem presentes.
A fratura distal do rádio é considerada uma fratura sentinela porque frequentemente é a primeira manifestação clínica da osteoporose, alertando para a necessidade de investigação e tratamento para prevenir fraturas mais graves, como as de fêmur.
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