Fratura de Úmero: Lesão do Nervo Radial e Queda do Punho

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente de vinte anos de idade foi admitido no pronto-socorro após ter sido vítima de acidente motociclístico. Apresenta dor, deformidade, crepitação e impotência funcional no braço direito, sem sinais de exposição óssea ou lesões vasculares. Não apresenta instabilidade hemodinâmica ou sinais de lesões em outros locais. Na avaliação do paciente, observou-se, também, a presença de deficit de força motora para a extensão do punho e uma diminuição da sensibilidade nas regiões dorsal e radial da mão direita. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que os achados sugerem a presença de 

Alternativas

  1. A) fratura na diáfise do úmero, com paralisia do nervo radial.
  2. B) fratura na diáfise da ulna, com paralisia do nervo radial.
  3. C) fratura na diáfise do úmero, com paralisia do nervo mediano. 
  4. D) fratura na diáfise da ulna, com paralisia do nervo mediano.
  5. E) luxação do cotovelo, com paralisia do nervo ulnar. 

Pérola Clínica

Fratura diáfise do úmero → lesão nervo radial = queda do punho (wrist drop) e alteração sensibilidade dorso da mão.

Resumo-Chave

O nervo radial percorre o sulco espiral na diáfise do úmero, tornando-o o nervo mais frequentemente lesado em fraturas dessa região. A lesão manifesta-se classicamente como 'queda do punho' (incapacidade de estender o punho e os dedos) e perda de sensibilidade na face dorsal do antebraço e mão.

Contexto Educacional

A fratura da diáfise do úmero é uma lesão comum, frequentemente resultante de traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas. Sua importância reside não apenas na consolidação óssea, mas também nas potenciais complicações neurovasculares associadas, sendo a lesão do nervo radial a mais prevalente. O nervo radial, após emergir do plexo braquial, percorre o sulco espiral na face posterior da diáfise do úmero. Essa proximidade anatômica o torna extremamente suscetível a lesões por compressão, estiramento ou laceração durante o trauma que causa a fratura. Clinicamente, a lesão do nervo radial manifesta-se pela incapacidade de estender o punho e os dedos (conhecida como 'queda do punho' ou 'wrist drop'), além de perda de sensibilidade na região dorsal do antebraço e da mão, incluindo o polegar. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem para a fratura. O tratamento inicial da fratura envolve imobilização, e a lesão do nervo radial é frequentemente manejada de forma conservadora, pois muitas neuropraxias se recuperam espontaneamente. No entanto, a monitorização neurológica é essencial, e a intervenção cirúrgica pode ser necessária em casos de lesão aberta, falha na recuperação ou lesões associadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de lesão do nervo radial?

Os principais sinais incluem a 'queda do punho' (incapacidade de estender o punho e os dedos), e perda de sensibilidade na face dorsal do antebraço, polegar e dedos adjacentes.

Por que o nervo radial é frequentemente lesado em fraturas do úmero?

O nervo radial passa em íntima relação com a diáfise do úmero, no sulco espiral, tornando-o vulnerável a traumas diretos ou compressão durante fraturas nessa região.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de lesão do nervo radial associada a uma fratura?

A conduta inicial envolve imobilização da fratura, avaliação neurológica detalhada e, em muitos casos, observação, pois a neuropraxia pode ter recuperação espontânea. A cirurgia é considerada em casos de lesão aberta ou falha na recuperação.

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