HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Homem, 50 anos, que sofreu acidente automobilístico, é levado à unidade de urgência, clinicamente estável. Ao exame físico: deformidade em membro inferior direito, com rotação externa e encurtamento, sem lesão neurológica distai e/ou vascular. As radiografias da coxa e da pelve evidenciam apenas fratura cominutiva da diáfise do fémur direito. O melhor tratamento cirúrgico para esse caso é a colocação de _______________________________________ .
Fratura cominutiva da diáfise do fêmur em adulto → Haste intramedular bloqueada é o tratamento padrão-ouro.
Em adultos, a fratura cominutiva da diáfise do fêmur é uma lesão de alta energia que requer estabilização cirúrgica. A haste intramedular bloqueada é o tratamento padrão-ouro, pois oferece estabilidade axial e rotacional, permitindo a consolidação da fratura e a mobilização precoce do paciente.
As fraturas da diáfise do fêmur são lesões de alta energia, frequentemente resultantes de acidentes automobilísticos ou quedas de altura, e representam um desafio significativo na ortopedia devido à sua complexidade e ao potencial de complicações. Em pacientes clinicamente estáveis, o tratamento cirúrgico é a abordagem preferencial para restaurar a anatomia, promover a consolidação óssea e permitir a reabilitação precoce. O tratamento padrão-ouro para fraturas da diáfise do fêmur em adultos é a osteossíntese com haste intramedular bloqueada. Este método oferece diversas vantagens: é minimamente invasivo, preserva o suprimento sanguíneo periósteo, e proporciona estabilidade axial e rotacional através dos parafusos de bloqueio proximal e distal. Essa estabilidade permite a carga precoce e a mobilização do paciente, reduzindo complicações como atrofia muscular e rigidez articular, além de promover a consolidação óssea de forma eficaz. Outras opções como placas e parafusos podem ser consideradas em casos específicos (ex: fraturas metafisárias ou com extensão articular), mas em fraturas cominutivas da diáfise, a haste intramedular é superior. O fixador externo é geralmente reservado para situações de controle de danos em pacientes politraumatizados instáveis ou em fraturas expostas graves, como uma medida temporária antes da fixação definitiva. A escolha do método cirúrgico adequado é crucial para o sucesso do tratamento e a recuperação funcional completa do paciente.
A haste intramedular bloqueada é o tratamento de escolha porque é minimamente invasiva, preserva o periósteo, oferece estabilidade axial e rotacional, e permite a carga precoce e a consolidação da fratura com menor taxa de complicações.
Comparada a placas e parafusos, a haste bloqueada tem menor taxa de infecção, menor desvascularização do fragmento ósseo e maior resistência à fadiga. Em relação ao fixador externo, oferece maior estabilidade e permite mobilização mais rápida e definitiva.
O fixador externo é geralmente reservado para fraturas expostas graves com grande contaminação, pacientes politraumatizados instáveis que não toleram cirurgia prolongada (controle de danos), ou como medida temporária antes da fixação definitiva.
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