HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
Primeiro filho de um casal jovem não consanguíneo, sem história de doenças heredofamiliares. Gestação vigiada sem intercorrências, até ao 3 ° trimestre, altura em que foi detectado a restrição do crescimento intra uterino. Apresentava volumoso cefalohematoma, com a seguinte radiografia: Observa-se à imagem fratura:
Cefalohematoma volumoso + RCIU + fratura → investigar trauma de parto e fragilidade óssea.
A presença de um cefalohematoma volumoso, especialmente em um recém-nascido com restrição de crescimento intrauterino (RCIU), deve sempre levantar a suspeita de uma fratura subjacente. A fragilidade óssea associada à RCIU pode predispor a lesões cranianas durante o parto, mesmo em partos aparentemente sem intercorrências graves.
As fraturas de crânio em recém-nascidos são lesões relativamente raras, mas importantes, que podem ocorrer durante o trabalho de parto e parto. A incidência é maior em partos instrumentados (fórceps, vácuo-extrator) ou em fetos com condições predisponentes, como a restrição de crescimento intrauterino (RCIU), que pode levar a ossos mais frágeis. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações neurológicas a longo prazo. A fisiopatologia envolve forças compressivas ou de cisalhamento aplicadas ao crânio fetal durante a passagem pelo canal de parto. A fratura occipital, embora menos comum que a parietal, pode estar associada a traumas mais severos ou a apresentações atípicas. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela presença de cefalohematoma, depressão óssea ou sinais neurológicos, e confirmado por exames de imagem como a radiografia de crânio. Em casos selecionados, a tomografia computadorizada pode ser útil para detalhar a extensão da lesão. O tratamento depende do tipo e da gravidade da fratura. Fraturas lineares sem depressão geralmente requerem apenas observação e acompanhamento. Fraturas deprimidas podem necessitar de intervenção neurocirúrgica para elevação. O prognóstico é geralmente bom para fraturas isoladas, mas o acompanhamento neurológico é essencial para monitorar o desenvolvimento da criança e identificar possíveis sequelas.
Os sinais podem incluir cefalohematoma volumoso ou que não regride, depressão palpável no crânio, assimetria craniana, irritabilidade, letargia ou, em casos mais graves, sinais neurológicos como convulsões. A radiografia é fundamental para a confirmação.
O cefalohematoma é um acúmulo de sangue entre o periósteo e o osso, geralmente parietal, e pode ocorrer com ou sem fratura. No entanto, a presença de uma fratura, especialmente linear, pode aumentar o risco de cefalohematoma ou indicar um trauma de parto mais significativo.
A conduta inicial envolve a avaliação clínica completa, incluindo exame neurológico. A confirmação é feita por radiografia de crânio. Em casos de fraturas deprimidas ou com sinais neurológicos, pode ser necessária avaliação neurocirúrgica e acompanhamento rigoroso.
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