FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Em um acidente de trânsito, um homem de 23 anos de idade fraturou três costelas do lado esquerdo e duas costelas do lado direito. Ele deu entrada no hospital com dor torácica intensa que piorava ao tossir. A tomografia torácica mostrou fratura única em cada arco costal sem desalinhamento. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para tratar essas fraturas.
Fratura de costela sem desalinhamento → analgesia otimizada para evitar complicações respiratórias.
O tratamento de fraturas costais isoladas e sem desalinhamento significativo é primariamente sintomático, focado na analgesia eficaz. Isso é crucial para permitir a expansão pulmonar adequada, prevenir atelectasias e pneumonia, e facilitar a tosse e a higiene brônquica. Bloqueios anestésicos podem ser necessários para dor refratária.
Fraturas de costelas são lesões comuns em traumas torácicos, frequentemente resultantes de acidentes automobilísticos ou quedas. A importância clínica reside não apenas na dor intensa que causam, mas também no risco de complicações pulmonares secundárias à hipoventilação e dificuldade de higiene brônquica. A avaliação inicial deve sempre buscar lesões associadas, como pneumotórax, hemotórax ou contusão pulmonar. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico e confirmado por radiografia de tórax ou tomografia computadorizada, sendo esta última mais sensível para identificar todas as fraturas e lesões parenquimatosas. A fisiopatologia da dor intensa leva à restrição dos movimentos respiratórios, o que pode culminar em atelectasias e infecções pulmonares. O tratamento da maioria das fraturas costais isoladas é conservador, com foco primordial na analgesia eficaz, que pode incluir analgésicos orais, anti-inflamatórios, opioides e, em casos de dor refratária, bloqueios nervosos intercostais ou peridurais. A fisioterapia respiratória é crucial para incentivar a expansão pulmonar e a tosse. A fixação cirúrgica é reservada para situações específicas de instabilidade torácica ou dor intratável.
Os principais sinais e sintomas incluem dor torácica localizada que piora com a respiração profunda, tosse ou movimento, e sensibilidade à palpação sobre o local da fratura. Pode haver crepitação e, em casos mais graves, desconforto respiratório.
A analgesia adequada é fundamental para permitir que o paciente respire profundamente, tussa e realize a higiene brônquica, prevenindo complicações como atelectasias e pneumonia. A dor intensa pode levar à hipoventilação e acúmulo de secreções.
A fixação cirúrgica de costelas é geralmente reservada para casos de tórax instável (flail chest), fraturas com grande desalinhamento que causam dor refratária ou deformidade significativa, ou quando há falha respiratória progressiva apesar do manejo conservador.
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