UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Mulher, 78 anos de idade, sofreu queda ao solo sem desnível. Apresenta-se consciente, hemodinamicamente estável e com vias aéreas pérvias. É trazida ao Pronto-socorro sobre uma maca por incapacidade para deambular por dor. Após realização da radiografia de pelve, constatou-se uma fratura desviada e instável do colo do fêmur direito. Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a deformidade clínica do membro que essa paciente tipicamente apresenta e os músculos que contribuem para o desvio desta fratura.
Fratura desviada do colo do fêmur → encurtamento + rotação lateral do membro, devido a glúteo médio e iliopsoas.
Em fraturas desviadas do colo do fêmur, a tração dos músculos glúteo médio e iliopsoas (que se inserem no trocanter maior e menor, respectivamente) causa o encurtamento e a rotação lateral do membro inferior, uma deformidade clássica e importante sinal clínico.
A fratura do colo do fêmur é uma lesão grave e comum em idosos, frequentemente associada a quedas de baixa energia devido à osteoporose. Representa um desafio significativo devido à sua morbidade e mortalidade elevadas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para a recuperação funcional do paciente. A apresentação clínica típica inclui dor intensa na região do quadril e incapacidade de deambular. Clinicamente, uma fratura desviada do colo do fêmur classicamente se manifesta com encurtamento do membro afetado e rotação lateral (externa) do pé e da perna. O encurtamento é resultado da tração dos músculos da coxa e do quadril, como o iliopsoas, que puxam o fragmento distal da fratura em direção proximal. A rotação lateral é causada pela ação dos músculos rotadores externos do quadril, como o glúteo médio (fibras posteriores), piriforme, obturadores e gêmeos, que permanecem inseridos no fragmento distal e exercem sua ação rotacional. O reconhecimento dessas deformidades clínicas é fundamental para o diagnóstico inicial no pronto-socorro, mesmo antes da confirmação radiográfica. O tratamento geralmente é cirúrgico, visando a redução e fixação da fratura ou a substituição articular (artroplastia), dependendo do tipo de fratura, idade do paciente e nível de atividade. A compreensão da anatomia e da biomecânica envolvida é essencial para residentes no manejo dessas lesões.
Os sinais incluem dor intensa na região do quadril ou virilha, incapacidade de apoiar o peso no membro afetado, encurtamento do membro e rotação externa (lateral) do pé e da perna.
O encurtamento ocorre devido à contração dos músculos da coxa e do quadril, como o iliopsoas e o reto femoral, que tracionam o fragmento distal da fratura proximalmente.
A rotação lateral é primariamente causada pela ação dos músculos rotadores externos do quadril, como o glúteo médio (fibras posteriores), piriforme, gêmeos, obturadores e quadríceps femoral (em menor grau), além da própria gravidade.
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