Fratura Colo Femoral: Tratamento em Idosos Ativos

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 70 anos de idade, do sexo masculino, ativo com fratura do colo femoral desviada (Garden 4). Nesse caso, a melhor opção de tratamento é:

Alternativas

  1. A) artroplastia total do quadril.
  2. B) tratamento conservador.
  3. C) osteossíntese (fixação) com parafusos. 
  4. D) artroplastia parcial do quadril. 

Pérola Clínica

Fratura colo femoral desviada (Garden 4) em idoso ativo → Artroplastia Total do Quadril (ATQ).

Resumo-Chave

Em pacientes idosos ativos com fratura desviada do colo femoral (Garden 4), a artroplastia total do quadril (ATQ) é a melhor opção de tratamento. Ela oferece melhores resultados funcionais e menor taxa de reoperação em comparação com a artroplastia parcial (hemiartroplastia), especialmente para pacientes com boa expectativa de vida e funcionalidade prévia.

Contexto Educacional

As fraturas do colo femoral são lesões comuns e graves em pacientes idosos, frequentemente associadas a alta morbidade e mortalidade. A escolha do tratamento é crucial e depende de múltiplos fatores, incluindo a idade do paciente, nível de atividade pré-fratura, comorbidades, tipo de fratura (desviada ou não desviada) e classificação (como a de Garden). Para pacientes idosos, especialmente aqueles com fraturas desviadas do colo femoral (Garden III ou IV), o tratamento cirúrgico é quase sempre indicado. A principal decisão reside entre a artroplastia parcial do quadril (hemiartroplastia) e a artroplastia total do quadril (ATQ). A hemiartroplastia é uma opção mais simples e rápida, geralmente preferida para pacientes mais frágeis, com baixa demanda funcional ou comorbidades significativas. No entanto, para pacientes idosos ativos, como o caso descrito (70 anos, masculino, ativo, fratura Garden 4), a artroplastia total do quadril (ATQ) é considerada a melhor opção. Estudos demonstram que a ATQ proporciona melhores resultados funcionais, menor taxa de dor no quadril e menor necessidade de reoperação a longo prazo em comparação com a hemiartroplastia. Isso se deve à substituição de ambas as superfícies articulares (cabeça femoral e acetábulo), o que resulta em uma articulação mais estável e com menor desgaste. A osteossíntese, por sua vez, é geralmente reservada para pacientes mais jovens ou com fraturas não desviadas, devido ao maior risco de necrose avascular da cabeça femoral e falha da fixação em idosos com fraturas desviadas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre artroplastia total e parcial do quadril para fraturas do colo femoral?

A artroplastia total do quadril (ATQ) substitui tanto a cabeça femoral quanto o acetábulo, enquanto a artroplastia parcial (hemiartroplastia) substitui apenas a cabeça femoral. A escolha depende da idade do paciente, nível de atividade, qualidade óssea e comorbidades.

Por que a artroplastia total é preferível em idosos ativos com fratura desviada?

Em idosos ativos com fraturas desviadas do colo femoral (Garden III ou IV), a ATQ oferece melhores resultados funcionais, menor taxa de dor no quadril e menor necessidade de reoperação a longo prazo em comparação com a hemiartroplastia, justificando o procedimento mais complexo.

Quando a osteossíntese é uma opção para fraturas do colo femoral?

A osteossíntese (fixação com parafusos ou placas) é geralmente reservada para pacientes mais jovens com fraturas não desviadas ou minimamente desviadas do colo femoral, onde a preservação da cabeça femoral é prioritária. Em idosos, o risco de necrose avascular e falha da fixação é maior em fraturas desviadas.

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