Fraturas de Órbita e Reflexo Oculocardíaco: Quando Operar?

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa correta quanto a traumas orbitários:

Alternativas

  1. A) A fratura do tipo Le Fort I afeta a parede medial da órbita.
  2. B) A maioria das fraturas de assoalho da órbita requer tratamento cirúrgico.
  3. C) Em fratura de assoalho de órbita com encarceramento muscular, a presença de dor, náusea e bradicardia durante o teste de versões oculares é uma indicação de intervenção cirúrgica precoce.
  4. D) Fratura naso-orbito-etmoidal em cisalhamento geralmente causa diminuição da distância intercantal.

Pérola Clínica

Encarceramento muscular + Bradicardia/Náusea = Reflexo Oculocardíaco (Urgência Cirúrgica).

Resumo-Chave

Fraturas de assoalho com aprisionamento do músculo reto inferior podem desencadear o reflexo oculocardíaco, exigindo cirurgia imediata para evitar isquemia muscular permanente.

Contexto Educacional

As fraturas 'blow-out' resultam de um aumento súbito da pressão intraorbitária que rompe as paredes mais frágeis (assoalho e parede medial). O encarceramento do músculo reto inferior é uma complicação crítica, especialmente em crianças (fratura em trapdoor), onde o osso elástico 'prende' o músculo. A presença de sintomas vagais (bradicardia) indica uma urgência cirúrgica para liberar o tecido e prevenir necrose muscular.

Perguntas Frequentes

O que é o reflexo oculocardíaco no trauma?

É uma resposta autonômica mediada pelo nervo vago, desencadeada pela tração ou compressão dos tecidos orbitários e músculos extraoculares, resultando em bradicardia, náuseas e até síncope.

Quais as indicações de cirurgia precoce na fratura de órbita?

As principais são: encarceramento muscular confirmado por TC ou teste de ducção forçada com reflexo oculocardíaco, diplopia persistente em posição primária e enoftalmo maior que 2mm.

O que caracteriza a fratura tipo Le Fort I?

A Le Fort I é uma fratura horizontal do maxilar, separando o processo alveolar do restante do esqueleto facial (disjunção dento-alveolar), não afetando diretamente as paredes da órbita.

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