Fratura de Órbita (Blow-out): Sinais Clínicos e Diagnóstico

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2026

Enunciado

Adolescente, 15 anos de idade, sofreu trauma na região orbitária durante uma partida de tênis que evoluiu com equimose e imobilidade quase completa do globo ocular. Exame físico: enoftalmia e rebordo orbitário íntegro à palpação. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Fratura isolada da maxila.
  2. B) Fratura isolada do arco zigomático.
  3. C) Fratura isolada do osso frontal.
  4. D) Fratura isolada da órbita interna.

Pérola Clínica

Trauma orbitário + Enoftalmia + Imobilidade ocular = Fratura Blow-out.

Resumo-Chave

A fratura 'blow-out' ocorre por aumento súbito da pressão intraorbitária, causando herniação do conteúdo para o seio maxilar e possível encarceramento muscular, limitando a motilidade ocular.

Contexto Educacional

As fraturas de órbita são comuns em traumas faciais contusos. A variante 'blow-out' isolada preserva o rebordo orbitário íntegro, enquanto as paredes internas (assoalho ou parede medial) sofrem a fratura. O assoalho da órbita, formado principalmente pelo osso maxilar, é a área mais vulnerável. A apresentação clínica com imobilidade ocular quase completa e enoftalmia sugere fortemente o encarceramento de tecidos moles ou do músculo reto inferior na linha de fratura. Além da avaliação oftalmológica completa para descartar lesões no globo ocular, a Tomografia Computadorizada (TC) de face com cortes finos é o padrão-ouro para confirmar a extensão da fratura e o conteúdo herniado.

Perguntas Frequentes

Por que ocorre a enoftalmia na fratura blow-out?

A enoftalmia (retração do globo ocular) ocorre devido ao aumento do volume da cavidade orbitária após a fratura de uma de suas paredes (geralmente o assoalho) e à herniação de gordura periorbitária e tecidos moles para o interior do seio maxilar adjacente.

Qual o mecanismo de lesão da fratura blow-out?

O mecanismo clássico envolve o impacto de um objeto de diâmetro maior que a abertura orbitária (como uma bola de tênis ou um punho). O impacto causa um aumento súbito da pressão intraorbitária, que é transmitida às paredes ósseas, causando fratura no ponto de menor resistência, tipicamente o assoalho da órbita (osso maxilar).

Como diferenciar clinicamente o encarceramento muscular do edema?

O encarceramento do músculo reto inferior causa uma restrição mecânica severa, especialmente na tentativa de olhar para cima (diplopia vertical), muitas vezes acompanhada de dor intensa à movimentação e reflexo oculocardíaco (bradicardia, náuseas). O edema costuma permitir alguma movimentação, embora limitada e dolorosa.

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