Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Você está de plantão e chega um paciente com história de trauma cranial ao exame físico visualiza a seguinte lesão. Qual seria a hipótese diagnostica?
Fratura de base de crânio → Sinal de Battle, olhos de guaxinim, otorreia/rinorreia líquor, hemotímpano.
A fratura de base de crânio é uma lesão grave decorrente de trauma cranioencefálico, caracterizada por sinais clínicos específicos como o sinal de Battle (equimose retroauricular), olhos de guaxinim (equimose periorbitária), otorreia ou rinorreia de líquor e hemotímpano. A identificação desses sinais é fundamental para o diagnóstico e manejo adequado.
O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, e a fratura de base de crânio representa uma lesão específica com implicações clínicas importantes. A base do crânio é uma estrutura complexa que abriga nervos cranianos, vasos sanguíneos e o tronco cerebral, tornando suas fraturas potencialmente devastadoras. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos é fundamental para o manejo adequado. Os sinais de fratura de base de crânio são classicamente descritos e devem ser ativamente procurados no exame físico de um paciente com TCE. O 'sinal de Battle' (equimose retroauricular) e os 'olhos de guaxinim' (equimose periorbitária bilateral) são manifestações tardias de extravasamento de sangue para os tecidos moles. A otorreia ou rinorreia de líquor (saída de líquido cefalorraquidiano pelo ouvido ou nariz, respectivamente) é um sinal patognomônico de comunicação entre o espaço subaracnoide e o exterior, indicando risco elevado de meningite. O hemotímpano (sangue na orelha média, visível à otoscopia) também é um achado comum. Para residentes, a suspeita de fratura de base de crânio deve levar a uma investigação por tomografia computadorizada de crânio com cortes finos, especialmente na base. O manejo inclui a prevenção de infecções (meningite), monitoramento da pressão intracraniana e, em alguns casos, intervenção cirúrgica para reparo de fístulas liquóricas. A atenção aos detalhes no exame físico pode salvar vidas e prevenir complicações graves.
Os sinais clássicos incluem o sinal de Battle (equimose retroauricular), olhos de guaxinim (equimose periorbitária bilateral), otorreia ou rinorreia de líquor (saída de líquor pelo ouvido ou nariz) e hemotímpano (sangue atrás da membrana timpânica).
É grave porque pode levar a complicações como fístula liquórica, meningite, lesão de nervos cranianos e lesão vascular, exigindo manejo cuidadoso e, por vezes, cirúrgico.
O diagnóstico é principalmente clínico, mas a tomografia computadorizada (TC) de crânio com cortes finos na base é o exame de imagem de escolha para visualizar a fratura e avaliar a extensão da lesão.
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