UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Paciente vítima de TCE, glasgow 9, apresentando taquipneia, agitação psicomotora, sudorese. Apresentando sangramento vultoso em naso e orofaringe, crepitações faciais e hematoma periorbital bilateral. Qual conduta é contraindicada?
TCE + sangramento facial/crepitação → suspeitar fratura base crânio → Intubação nasotraqueal CONTRAINDICADA.
Em pacientes com TCE e sinais de fratura de base de crânio (sangramento vultoso em naso/orofaringe, hematoma periorbital bilateral, crepitações faciais), a intubação nasotraqueal é contraindicada devido ao risco de introduzir a cânula no SNC. A via orotraqueal ou cricotireoidostomia são preferíveis.
O manejo da via aérea em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma prioridade no atendimento inicial, especialmente em casos de Glasgow < 8 ou 9, que indicam necessidade de proteção da via aérea. A avaliação rápida e precisa dos sinais de fratura de base de crânio é crucial para evitar complicações iatrogênicas. A fratura de base de crânio pode ser suspeitada por sinais como sangramento profuso em naso/orofaringe, hematoma periorbital bilateral (sinal do guaxinim), equimose retroauricular (sinal de Battle), e rinorreia ou otorreia de líquor. Nesses casos, a integridade da lâmina cribriforme pode estar comprometida, criando uma comunicação entre a nasofaringe e o espaço intracraniano. A intubação nasotraqueal é absolutamente contraindicada na suspeita de fratura de base de crânio devido ao risco de introduzir a cânula diretamente no cérebro. As opções seguras para o manejo da via aérea incluem a intubação orotraqueal, preferencialmente com técnica de sequência rápida de intubação e proteção da coluna cervical, ou a cricotireoidostomia de emergência como último recurso para via aérea cirúrgica.
Sinais incluem sangramento vultoso em naso e orofaringe, hematoma periorbital bilateral (sinal do guaxinim), equimose retroauricular (sinal de Battle), rinorreia ou otorreia de líquor, e crepitações faciais.
A intubação nasotraqueal é contraindicada devido ao risco de a cânula atravessar a lâmina cribriforme ou outras fraturas, penetrando na cavidade intracraniana e causando lesão cerebral ou infecção.
As alternativas seguras incluem a intubação orotraqueal (preferencialmente com laringoscopia direta ou videolaringoscopia) e, em casos de via aérea impossível, a cricotireoidostomia de emergência.
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