FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Uma criança de 4 anos cai do banco traseiro da bicicleta do pai, batendo a cabeça contra o chão. Chora muito, mas não perde a consciência. Na emergência, está ativo e reativo, orientado sem achados focais ao exame. A otoscopia revelou sangramento no ouvido interno. A tomografia de crânio mostrará qual das seguintes opções?
Sangramento no ouvido interno após TCE pediátrico, sem perda de consciência, sugere fratura basilar de crânio.
Em um trauma cranioencefálico pediátrico, a presença de sangramento no ouvido interno (otorragia) é um sinal clássico e altamente sugestivo de fratura de base de crânio. Mesmo na ausência de perda de consciência ou déficits neurológicos focais, este achado requer investigação imediata com tomografia de crânio.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) em crianças é uma causa comum de atendimento em emergências pediátricas. Embora a maioria dos TCEs em crianças seja leve, a identificação de sinais de alerta para lesões mais graves, como a fratura de base de crânio, é crucial para um manejo adequado e prevenção de complicações. A fratura de base de crânio é uma lesão grave que pode não se manifestar imediatamente com alterações neurológicas focais ou perda de consciência. No entanto, a presença de otorragia (sangramento no ouvido), como descrito na questão, é um sinal patognomônico. Outros sinais clássicos incluem rinorreia ou otorreia de líquor (saída de líquido cefalorraquidiano pelo nariz ou ouvido), o sinal do guaxinim (equimose periorbital bilateral) e o sinal de Battle (equimose retroauricular na região mastoidea). Diante da suspeita de fratura de base de crânio, a tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha, pois permite visualizar as fraturas ósseas e avaliar a presença de lesões intracranianas associadas, como hematomas ou contusões. O manejo envolve monitoramento rigoroso, prevenção de infecções (meningite) e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. Residentes devem estar atentos a esses sinais, mesmo em crianças com Glasgow Coma Scale (GCS) normal, para garantir a detecção precoce e o tratamento apropriado.
Além da otorragia (sangramento no ouvido), outros sinais incluem rinorreia/otorreia de líquor, sinal do guaxinim (equimose periorbital), sinal de Battle (equimose mastoidea) e paralisia de nervos cranianos.
A otorragia ocorre quando a fratura atinge o osso temporal, rompendo o tímpano ou vasos sanguíneos do ouvido médio ou interno, permitindo o extravasamento de sangue para o canal auditivo externo.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio, especialmente com cortes finos e reconstruções ósseas, é o exame de imagem de escolha para detectar fraturas de base de crânio e avaliar lesões associadas.
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