UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2018
Vítima de trauma crânioencefálico com otorragia à direita. Qual alternativa não é compatível com o quadro descrito?
Otorragia pós-TCE sugere fratura de base de crânio. Paralisia facial periférica não poupa a fronte.
Otorragia em TCE é um forte indicativo de fratura de base de crânio, frequentemente envolvendo o osso temporal. A paralisia facial decorrente de lesão do nervo facial (VII par craniano) nesse contexto é tipicamente periférica, afetando toda a hemiface, incluindo a fronte. Portanto, uma paralisia facial que poupa a fronte seria central, o que é menos provável por lesão direta do nervo facial na base do crânio.
O trauma crânioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, e a identificação de sinais de fratura de base de crânio é crucial para o manejo adequado. A otorragia, ou sangramento pelo ouvido, é um desses sinais, indicando uma possível lesão do osso temporal, que faz parte da base do crânio. Fraturas de base de crânio podem levar a uma série de complicações, incluindo lesões de nervos cranianos, fístulas liquóricas com risco de meningite, e sangramentos. A lesão do nervo facial (VII par craniano) é uma complicação comum dessas fraturas. É fundamental diferenciar a paralisia facial periférica da central. A paralisia facial periférica, causada por lesão direta do nervo facial na sua trajetória (como em fraturas do osso temporal), afeta todos os músculos da hemiface ipsilateral, incluindo a fronte. Outros sinais associados a fraturas de base de crânio incluem o sinal de Battle (equimose retroauricular), olhos de guaxinim (equimose periorbitária), otoliquorreia ou rinoliquorreia (saída de líquor), e queixas de vertigem ou hipoacusia devido ao comprometimento do sistema vestibulococlear. O manejo inicial envolve estabilização do paciente, avaliação neurológica completa e exames de imagem, como a tomografia computadorizada de crânio, para identificar a extensão da lesão.
Sinais de fratura de base de crânio incluem otorragia (sangramento pelo ouvido), rinorreia (sangramento nasal), otoliquorreia ou rinoliquorreia (saída de líquor pelo ouvido ou nariz), sinal de Battle (equimose retroauricular), olhos de guaxinim (equimose periorbitária) e lesões de nervos cranianos, como paralisia facial.
Na paralisia facial periférica, há comprometimento de toda a hemiface ipsilateral, incluindo a incapacidade de enrugar a fronte e fechar o olho. Na paralisia facial central, a musculatura da fronte é poupada devido à inervação bilateral do córtex motor, permitindo que o paciente consiga enrugar a testa.
A otorragia em um paciente com TCE é um sinal de alerta importante, sugerindo a presença de uma fratura de base de crânio, frequentemente envolvendo o osso temporal. Isso indica um trauma de maior energia e risco de complicações como fístula liquórica, meningite e lesões de nervos cranianos.
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