HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
É a fratura da extremidade distal do rádio que apresenta traço intra-articular com subluxação do carpo acompanhando o desvio do fragmento articular, que pode ser volar ou dorsal. O mecanismo de lesão é por cisalhamento, geralmente proveniente de uma queda sobre o punho dorsifletido com o antebraço fixo em pronação
Fratura de Barton = fratura intra-articular distal do rádio com subluxação do carpo, por cisalhamento (queda em punho dorsifletido).
A Fratura de Barton é uma lesão complexa da extremidade distal do rádio, caracterizada por um traço intra-articular e subluxação do carpo. O mecanismo de cisalhamento, geralmente por queda com o punho em dorsiflexão e antebraço pronado, é crucial para o diagnóstico e diferenciação de outras fraturas do rádio, como Colles e Smith.
As fraturas da extremidade distal do rádio são lesões extremamente comuns, representando cerca de um sexto de todas as fraturas tratadas em serviços de emergência. Entre elas, a Fratura de Barton é uma entidade específica e clinicamente importante, que exige um entendimento aprofundado para um diagnóstico e tratamento adequados. Ela se distingue de outras fraturas do rádio, como Colles e Smith, pela sua característica intra-articular e pela associação com a subluxação do carpo, o que a torna mais complexa e com maior potencial de sequelas se não tratada corretamente. O mecanismo de lesão típico da Fratura de Barton envolve uma força de cisalhamento. Geralmente ocorre por uma queda sobre o punho em dorsiflexão, com o antebraço fixo em pronação. Essa força resulta na separação de um fragmento articular da borda volar ou dorsal do rádio, que leva consigo o carpo, causando a subluxação. A identificação radiográfica da subluxação carpal em conjunto com o fragmento articular é a chave para o diagnóstico diferencial. A Fratura de Barton volar é mais comum que a dorsal. O tratamento da Fratura de Barton frequentemente requer abordagem cirúrgica para obter e manter a redução anatômica e estabilidade, visando restaurar a congruência articular e prevenir complicações como a osteoartrose pós-traumática. Residentes de ortopedia devem dominar a classificação dessas fraturas, seus mecanismos de lesão e as opções terapêuticas, pois são temas recorrentes em provas e na prática clínica diária.
A principal característica da Fratura de Barton é ser uma fratura intra-articular da extremidade distal do rádio, que se associa à subluxação do carpo. Essa subluxação pode ser volar (Barton volar) ou dorsal (Barton dorsal), acompanhando o fragmento articular fraturado.
O mecanismo de lesão mais comum para a Fratura de Barton é por cisalhamento, geralmente resultante de uma queda sobre o punho dorsifletido com o antebraço fixo em pronação. Isso causa uma força que 'corta' a borda articular do rádio, levando à fratura e subluxação.
A natureza intra-articular da Fratura de Barton implica um maior risco de complicações como osteoartrose pós-traumática, rigidez articular e dor crônica. O tratamento frequentemente requer redução anatômica e fixação estável para restaurar a congruência articular e a função do punho.
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