CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Na fratura do assoalho da órbita tipo blowout pode ocorrer perda de:
Fratura blowout → Compressão/lesão do nervo infraorbital → Hipoestesia da região malar e gengiva superior.
O assoalho da órbita é a parede mais frágil; o nervo infraorbital percorre o sulco infraorbital no assoalho, sendo o alvo principal de déficits sensitivos em traumas blowout.
A fratura blowout ocorre quando um objeto de diâmetro maior que a abertura orbitária atinge o olho, transmitindo pressão hidrostática que rompe as paredes mais finas (assoalho ou parede medial). O diagnóstico é clínico e confirmado por Tomografia Computadorizada de face, que mostra o sinal da 'gota' (herniação de gordura para o seio maxilar). O manejo pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do grau de diplopia e enoftalmo.
O nervo infraorbital, que é um ramo do nervo maxilar (V2). Ele percorre o assoalho da órbita através do sulco e canal infraorbital. Em fraturas do tipo blowout, o deslocamento ósseo ou o edema podem comprimir ou lacerar esse nervo, resultando em alterações sensitivas na bochecha, pálpebra inferior, asa do nariz e gengiva superior ipsilateral.
Os sinais incluem enoftalmo (devido ao aumento do volume orbitário), diplopia (especialmente na vertical por aprisionamento do músculo reto inferior), enfisema subcutâneo (se houver comunicação com o seio maxilar) e a hipoestesia no território do nervo infraorbital.
A região malar e a arcada dentária superior são inervadas pelo nervo infraorbital. Como este nervo está anatomicamente situado no assoalho orbitário, qualquer fratura significativa nesta área (comum em traumas contusos diretos no globo ocular) compromete sua integridade funcional, levando à parestesia ou hipoestesia.
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