Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Uma senhora de 73 anos de idade, viúva, mora só. Apesar de independente, por causa de um problema crônico no joelho, que dificulta sua deambulação e equilíbrio, apresenta alguma dificuldade nas atividades instrumentais de vida diária (AIVD), entre elas, preparar refeições, fazer compras, fazer pequenas tarefas e reparos domésticos e sair de casa sozinha utilizando uma condução coletiva. Tem filhos que a visitam com frequência. É usuária de uma unidade básica de saúde (UBS) perto de sua casa, onde mora há 20 anos. Considerando a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI), assinale a alternativa correta.
Idoso com dificuldade em AIVD → risco de fragilidade, requer atenção e acompanhamento na APS.
A dificuldade em Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD), mesmo com independência nas Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD), indica um potencial para desenvolver fragilidade. A PNSPI preconiza a identificação precoce de idosos em risco para intervenções preventivas e acompanhamento mais próximo na Atenção Primária à Saúde (APS).
A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) é um marco fundamental para o cuidado ao idoso no Brasil, visando promover o envelhecimento ativo e saudável. Ela preconiza uma abordagem integral e multidisciplinar, com foco na autonomia e independência do idoso. A identificação de idosos em risco de fragilidade é um pilar central para a implementação de intervenções preventivas e de suporte. A fragilidade no idoso é uma síndrome clínica caracterizada por diminuição da reserva e resistência a estressores, resultando em maior vulnerabilidade a desfechos adversos. A avaliação das Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) é um instrumento crucial para rastrear o risco de fragilidade, pois dificuldades em tarefas complexas como cozinhar ou fazer compras frequentemente precedem a dependência nas Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD). A presença de limitações nas AIVD, como no caso da senhora de 73 anos, indica que ela tem potencial para desenvolver fragilidade, mesmo que ainda seja independente. Nesse contexto, a equipe de saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS) deve oferecer atenção específica e acompanhamento mais frequente, com foco em intervenções que visem manter a funcionalidade e prevenir a progressão da fragilidade. Isso pode incluir fisioterapia para o joelho, orientação nutricional, suporte social e adaptações no domicílio, sempre buscando fortalecer a autonomia do idoso e evitar institucionalização desnecessária, conforme os princípios da PNSPI.
A PNSPI enfatiza a identificação precoce de idosos em risco de fragilidade para promover o envelhecimento ativo e saudável, através de ações de prevenção, promoção e reabilitação na Atenção Primária à Saúde.
As AIVD incluem tarefas como preparar refeições, fazer compras, gerenciar finanças e usar transporte. Dificuldades nessas atividades são um indicador precoce de declínio funcional e risco de fragilidade, mesmo antes das Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD) serem afetadas.
A APS tem um papel central na avaliação geriátrica ampla, no monitoramento da saúde funcional do idoso, na identificação de riscos e na implementação de planos de cuidado individualizados, envolvendo a família e a comunidade, para prevenir a progressão da fragilidade.
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