HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
A redução da polifarmácia podem diminuir o nível de fragilidade e os desfechos adversos e os riscos das intervenções. Podemos apenas CONCORDAR que:
Fragilidade em idosos → não negar tratamento, mas individualizar e centrar no paciente.
A identificação da fragilidade em idosos é uma ferramenta prognóstica e de planejamento de cuidados. Ela não deve ser um impedimento para o tratamento, mas sim um guia para adaptar as intervenções, tornando-as mais seguras, eficazes e alinhadas aos objetivos e valores do paciente frágil.
A fragilidade é uma síndrome geriátrica complexa e multifatorial, caracterizada por uma diminuição da reserva fisiológica e da resistência a estressores, tornando o indivíduo mais vulnerável a desfechos adversos como quedas, hospitalizações, incapacidade e mortalidade. Sua prevalência aumenta com a idade e é um marcador importante de risco em pacientes idosos. A identificação precoce da fragilidade é fundamental para a estratificação de risco e o planejamento de cuidados. A avaliação da fragilidade deve ser parte integrante da avaliação geriátrica ampla, utilizando ferramentas como a escala de fragilidade de Fried ou o índice de fragilidade. A polifarmácia, comum em idosos com múltiplas comorbidades, é um fator que contribui para a fragilidade e aumenta o risco de eventos adversos. A revisão e otimização da medicação são intervenções cruciais para reduzir a carga medicamentosa e melhorar os desfechos. É imperativo que a identificação da fragilidade não seja interpretada como uma razão para negar ou suspender tratamentos necessários. Pelo contrário, ela serve como um guia para programar intervenções individualizadas e centradas no paciente, adaptando os planos de cuidado às suas necessidades, preferências e objetivos de vida. O objetivo é otimizar a funcionalidade, a qualidade de vida e a segurança do paciente, evitando tratamentos excessivos ou insuficientes e promovendo uma abordagem holística.
Fragilidade é uma síndrome biológica de diminuição da reserva e resistência a estressores, resultando em vulnerabilidade a desfechos adversos, como quedas, hospitalização e morte.
A polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, quedas e declínio funcional, sendo um fator que contribui para a fragilidade.
A fragilidade deve guiar a individualização do tratamento, adaptando doses, escolhendo terapias menos agressivas e priorizando objetivos que melhorem a qualidade de vida e a funcionalidade do paciente.
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