CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2025
Qual o efeito do estímulo luminoso no potencial de membrana dos cones?
Estímulo luminoso → Fechamento de canais de Na+ → Hiperpolarização dos fotorreceptores.
Ao contrário da maioria dos neurônios sensoriais que despolarizam, os fotorreceptores oculares hiperpolarizam em resposta à luz devido à redução do cGMP intracelular.
A fototransdução é um processo bioquímico único onde a energia luminosa é convertida em sinal elétrico. A hiperpolarização é o mecanismo fundamental: a luz ativa a rodopsina (ou opsinas nos cones), desencadeando uma cascata enzimática que reduz a concentração de cGMP. Sem cGMP, os canais catiônicos se fecham, o potencial de membrana torna-se mais negativo, e a exocitose de glutamato diminui. Este mecanismo permite uma alta sensibilidade e uma ampla faixa dinâmica de resposta visual.
No escuro, os cones mantêm canais de sódio abertos via cGMP (corrente escura). Quando a luz atinge o fotopigmento, ativa a transducina, que por sua vez ativa a fosfodiesterase. Esta enzima degrada o cGMP, levando ao fechamento dos canais de sódio e à hiperpolarização da membrana.
É o influxo contínuo de íons sódio (e cálcio) através de canais ativados por nucleotídeos cíclicos que ocorre na ausência de luz, mantendo a célula em um estado relativamente despolarizado (cerca de -40 mV) e liberando glutamato constantemente.
Os cones liberam glutamato. A hiperpolarização causada pela luz reduz a liberação desse neurotransmissor na fenda sináptica com as células bipolares, sinalizando a detecção do estímulo luminoso para o restante da via visual.
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