Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
O uso da fototerapia diminuiu bastante a necessidade de exsanguineotransfusão em bebês a termo e em bebês prematuros que apresentam icterícia hemolítica e não hemolítica. São indicações de fototerapia EXCETO:
Porfiria é contraindicação absoluta para fototerapia neonatal devido ao risco de lesões cutâneas graves.
A fototerapia é um tratamento eficaz para a hiperbilirrubinemia neonatal, convertendo a bilirrubina não conjugada em produtos hidrossolúveis excretáveis. No entanto, em casos de porfiria eritropoiética congênita, a exposição à luz pode causar reações fototóxicas graves, tornando-a uma contraindicação absoluta.
A fototerapia neonatal é uma intervenção terapêutica amplamente utilizada e eficaz para o tratamento da hiperbilirrubinemia indireta em recém-nascidos, tanto a termo quanto prematuros. Sua principal função é reduzir os níveis de bilirrubina sérica, prevenindo a neurotoxicidade associada à bilirrubina não conjugada, que pode levar ao kernicterus. A introdução da fototerapia diminuiu drasticamente a necessidade de exsanguineotransfusões, um procedimento mais invasivo e com maiores riscos. A fisiopatologia da icterícia neonatal envolve o aumento da produção de bilirrubina (ex: hemólise por incompatibilidade ABO, cefalohematoma) ou a diminuição da sua eliminação (ex: imaturidade hepática, Síndrome de Crigler-Najjar). A fototerapia atua através da fotoisomerização e fotooxidação da bilirrubina na pele, transformando-a em compostos hidrossolúveis que podem ser excretados sem conjugação hepática. O diagnóstico da necessidade de fototerapia é feito pela dosagem da bilirrubina sérica e sua plotagem em nomogramas específicos para idade gestacional e fatores de risco. As indicações para fototerapia são diversas, abrangendo a maioria dos casos de hiperbilirrubinemia indireta significativa. No entanto, é crucial reconhecer as contraindicações, sendo a porfiria eritropoiética congênita a mais importante. Nesta condição rara, a luz pode desencadear reações fototóxicas graves na pele. O tratamento da icterícia com fototerapia é geralmente seguro e eficaz, mas exige monitoramento contínuo dos níveis de bilirrubina e da condição clínica do bebê.
As principais indicações incluem hiperbilirrubinemia indireta significativa, seja por icterícia fisiológica exagerada, incompatibilidade sanguínea (ABO, Rh), cefalohematoma, ou síndromes como Crigler-Najjar, visando prevenir a neurotoxicidade da bilirrubina.
Na porfiria eritropoiética congênita, a exposição à luz (especialmente na faixa da fototerapia) pode ativar porfirinas na pele, levando a reações fototóxicas graves, como bolhas, lesões cutâneas e até necrose.
A fototerapia age convertendo a bilirrubina não conjugada, lipossolúvel e neurotóxica, em isômeros estruturais (lumirrubina) e fotoisômeros (bilirrubina E e Z), que são hidrossolúveis e podem ser excretados pela bile e urina sem necessidade de conjugação hepática.
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