HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A fotossensibilidade é uma manifestação cutânea característica do LES, frequentemente exacerbada pela exposição solar, e pode preceder outros sinais sistêmicos.
Fotossensibilidade é manifestação cutânea comum do LES, frequentemente precede outros sinais sistêmicos e é exacerbada pelo sol.
A fotossensibilidade é uma característica distintiva do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e um dos critérios de classificação. A exposição à luz solar (radiação UV) pode não apenas desencadear lesões cutâneas típicas, como o rash malar, mas também exacerbar a atividade da doença sistêmica, sendo muitas vezes um dos primeiros sintomas percebidos pelos pacientes.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, caracterizada pela produção de autoanticorpos e inflamação generalizada. A fotossensibilidade é uma das manifestações clínicas mais prevalentes e um dos 11 critérios de classificação do American College of Rheumatology (ACR) para o LES, sendo de grande importância diagnóstica e prognóstica. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para residentes em reumatologia, dermatologia e clínica médica. A fisiopatologia da fotossensibilidade no LES envolve a interação da radiação ultravioleta (UV) com a pele. A exposição UV pode induzir danos ao DNA e à membrana celular dos queratinócitos, levando à apoptose. Em indivíduos com LES, essa apoptose anormal resulta na exposição de autoantígenos intracelulares (como Ro/SSA, La/SSB, RNP, DNA) na superfície celular ou em vesículas apoptóticas, que são então reconhecidos pelo sistema imune, desencadeando uma resposta inflamatória e a produção de autoanticorpos. Essa cascata pode levar tanto a lesões cutâneas específicas do lúpus quanto à exacerbação da doença sistêmica. O diagnóstico da fotossensibilidade é clínico, com o paciente relatando o surgimento ou piora de lesões cutâneas após exposição solar. O manejo envolve a educação do paciente sobre a importância da fotoproteção rigorosa, incluindo o uso de protetor solar de alto FPS, roupas protetoras e evitar a exposição solar direta. Além disso, o controle da atividade da doença com imunossupressores pode reduzir a sensibilidade. A fotossensibilidade pode preceder outras manifestações sistêmicas do LES, tornando-a um sinal de alerta importante para o diagnóstico precoce e o início do tratamento, melhorando o prognóstico a longo prazo.
As manifestações cutâneas mais comuns do LES relacionadas à fotossensibilidade incluem o rash malar (em asa de borboleta), lúpus discoide (lesões elevadas, eritematosas, com escamas e atrofia), e lesões cutâneas subagudas (pápulas e placas eritematosas, anulares ou psoriasiformes).
A radiação ultravioleta (UV) pode induzir apoptose de queratinócitos e outras células, liberando autoantígenos que, em pacientes com LES, desencadeiam uma resposta imune exacerbada, levando à formação de autoanticorpos e à ativação do sistema imune, resultando em lesões cutâneas e exacerbações sistêmicas.
Para pacientes com LES, são recomendadas medidas rigorosas de proteção solar, incluindo o uso diário e abundante de protetor solar de amplo espectro (FPS ≥ 30), roupas com proteção UV, chapéus de abas largas, óculos de sol e evitar a exposição solar direta, especialmente entre 10h e 16h.
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