CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Nesta foto do angiograma, a alteração observada é compatível com:
Marcas arredondadas, regulares e hipo/hiperfluorescentes em padrão de grade = Fotocoagulação térmica.
A fotocoagulação a laser gera cicatrizes permanentes no epitélio pigmentado da retina (EPR), apresentando-se como manchas características no angiograma.
A fotocoagulação térmica é um pilar no tratamento de doenças isquêmicas da retina. O laser de argônio ou diodo é absorvido pela melanina no EPR e hemoglobina, convertendo energia luminosa em térmica, o que causa necrose de coagulação controlada. Na angiografia fluoresceínica, o reconhecimento dessas marcas é crucial para entender a história terapêutica do paciente. Cicatrizes antigas podem mascarar ou ser confundidas com novas áreas de isquemia ou vazamento se o examinador não estiver familiarizado com o padrão iatrogênico esperado.
As marcas de fotocoagulação térmica aparecem como áreas arredondadas e bem delimitadas. Dependendo da fase da cicatriz e da integridade dos tecidos adjacentes, podem mostrar hipofluorescência por bloqueio (pigmento) ou hiperfluorescência por 'efeito janela' (atrofia do EPR permitindo ver a fluorescência coroideana).
Geralmente, a presença de múltiplas marcas de laser em padrão de grade ou panfotocoagulação indica tratamento prévio para retinopatia diabética proliferativa, oclusões venosas isquêmicas ou outras doenças vasculares da retina que cursam com neovascularização.
A principal diferença é a regularidade e a distribuição geométrica das lesões. Enquanto doenças como a retinose pigmentar ou coroidites multifocais apresentam lesões de tamanhos variados e distribuição aleatória, o laser é aplicado de forma deliberada e organizada pelo oftalmologista.
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