CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
As alterações resultantes da aplicação terapêutica de laser na retina, para fotocoagulação, são do tipo:
Fotocoagulação retiniana = Conversão de luz em calor → Desnaturação proteica (Efeito Fototérmico).
A fotocoagulação utiliza lasers (como o de Argônio) para gerar calor no epitélio pigmentado da retina, causando coagulação tecidual terapêutica.
A laserterapia revolucionou a oftalmologia, permitindo tratamentos não invasivos de doenças graves. Na retina, o laser de Argônio (verde/azul) é o mais clássico, agindo por fotocoagulação. O objetivo clínico varia desde a destruição de áreas isquêmicas para diminuir a produção de fatores angiogênicos (VEGF) até a criação de adesões firmes entre a retina e a coroide. A compreensão da interação laser-tecido é vital para evitar danos maculares inadvertidos.
O efeito fototérmico ocorre quando a energia luminosa do laser é absorvida por pigmentos oculares, principalmente a melanina no epitélio pigmentado da retina (EPR) e a hemoglobina nos vasos. Essa energia é convertida em calor, elevando a temperatura local acima de 65°C, o que causa a desnaturação das proteínas celulares e coagulação do tecido, formando uma cicatriz coriorretiniana.
A fotocoagulação é um processo térmico que queima e coagula o tecido. Já a fotodisrupção (utilizada pelo Nd:YAG laser) utiliza pulsos ultracurtos de alta energia para criar um plasma que gera uma onda de choque mecânica, 'cortando' ou rompendo tecidos, como na capsulotomia posterior após cirurgia de catarata.
As principais indicações incluem a retinopatia diabética proliferativa (para reduzir a demanda de oxigênio e involuir neovasos), oclusões venosas da retina, roturas retinianas (para 'selar' a retina e prevenir descolamento) e tratamento de tumores oculares pequenos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo