CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Na angiofluoresceinografia abaixo, é correto afirmar sobre as lesões indicadas pelas setas:
Marcas de laser na FA → Hipofluorescência por bloqueio (fase aguda) ou hiper (janela/atrofia tardia).
As lesões circulares e regulares visualizadas na periferia retiniana em exames de imagem costumam representar cicatrizes de fotocoagulação a laser, um tratamento intencional.
A angiofluoresceinografia (AFG) é um exame essencial para mapear a vascularização retiniana. A identificação de marcas de laser prévias informa ao examinador que o paciente já foi submetido a tratamento para condições como isquemia ou neovascularização. Essas marcas aparecem tipicamente como pontos arredondados dispostos em grade (grid) ou de forma esparsa na periferia (panfotocoagulação). O reconhecimento desse padrão evita diagnósticos errôneos de doenças inflamatórias ou infecciosas, confirmando a natureza iatrogênica e terapêutica das lesões.
Na fase aguda, as marcas de laser podem causar edema e bloqueio da fluorescência. Com o tempo, as cicatrizes tornam-se atróficas, mostrando-se como áreas de hiperfluorescência por 'defeito em janela' (devido à atrofia do epitélio pigmentado da retina) ou áreas de hipofluorescência se houver hiperpigmentação associada.
A fotocoagulação é indicada principalmente para o tratamento de áreas de isquemia retiniana (como na retinopatia diabética proliferativa ou oclusões venosas) para reduzir a produção de fatores angiogênicos (VEGF), e também para selar roturas retinianas ou tratar macroaneurismas.
Sim, as lesões de fotocoagulação a laser são queimaduras térmicas intencionais que resultam em cicatrizes permanentes no tecido retiniano e no epitélio pigmentado, visando preservar a visão central em detrimento de pequenas áreas da periferia.
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