CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
O residente, ao realizar um laser focal macular, utilizou sua lente de panfotocoagulação (lentes de campo amplo ou panfundoscópicas). Neste caso, o maior problema é que:
Lente de panfundoscopia no laser focal → ↑ Área do disparo (spot size) real na retina.
Lentes de campo amplo reduzem a magnificação da imagem, o que inversamente aumenta o tamanho real do spot do laser na retina, podendo causar danos excessivos na mácula.
A fotocoagulação a laser é dependente da densidade de energia (fluência). O tamanho do spot na retina é determinado pela fórmula: Spot Real = Spot Programado / Magnificação da Lente. Portanto, lentes com baixa magnificação (comuns em panfotocoagulação para periferia) resultam em spots significativamente maiores na retina. Na prática clínica, utilizar uma lente de campo amplo para tratar edema macular diabético via laser focal é perigoso. O aumento inadvertido da área de queimadura pode levar a escotomas permanentes e perda de visão central se o disparo atingir áreas próximas à fóvea. O residente deve sempre conferir a tabela de magnificação da lente utilizada antes de iniciar o procedimento.
Cada lente de contato oftálmica possui um fator de magnificação do laser. Lentes maculares (como a Goldmann ou Area Centralis) costumam ter magnificação próxima a 1.0x ou maior, mantendo o spot pequeno. Lentes de panfundoscopia (campo amplo) têm magnificação menor (ex: 0.5x), o que faz com que o spot programado no aparelho seja ampliado na retina (um spot de 100um vira 200um).
O laser focal macular exige precisão extrema para tratar microaneurismas sem lesar a fóvea. Lentes de campo amplo, ao aumentarem o tamanho real do spot na retina e reduzirem a magnificação da imagem observada, dificultam a visualização de detalhes finos e aumentam o risco de queimaduras maiores e indesejadas na região central.
As lentes ideais são as de alta magnificação e campo reduzido, como a lente de contato de Goldmann (espelho central) ou lentes asféricas específicas para o polo posterior (ex: Volk Area Centralis), que permitem uma visualização detalhada da zona avascular foveal e mantêm o tamanho do spot do laser fiel ao programado.
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