CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
Paciente de 21 anos de idade apresentou perda visual súbita e indolor no olho esquerdo. A tomografia de coerência óptica foi utilizada para avaliação macular (linha vermelha). Com base nas imagens abaixo, quais os diagnósticos?
Fosseta de disco óptico + baixa visual súbita → Descolamento seroso macular por entrada de fluido.
A fosseta congênita de disco óptico é uma depressão anômala que predispõe ao acúmulo de fluido no espaço sub-retiniano ou intra-retiniano, resultando em descolamento seroso da mácula.
A fosseta congênita de disco óptico é uma entidade rara mas clinicamente significativa devido ao risco de maculopatia. O quadro clássico envolve um paciente jovem com perda visual indolor e achados fundoscópicos de uma depressão cinzenta ou esbranquiçada no disco óptico associada a um descolamento seroso da mácula. O diagnóstico diferencial inclui coroidopatia serosa central e edema macular de outras etiologias. O manejo é desafiador, frequentemente exigindo intervenção cirúrgica com vitrectomia via pars plana, laser na borda temporal do disco e tamponamento com gás para promover a reaplicação retiniana.
A fosseta de disco óptico é uma escavação congênita, geralmente unilateral e temporal, na cabeça do nervo óptico. É considerada uma forma de coloboma incompleto ou anomalia de fechamento da fissura embrionária. Embora muitas vezes assintomática, pode levar a complicações maculares graves em cerca de 25% a 75% dos casos, geralmente entre a segunda e quarta décadas de vida.
A fisiopatologia exata ainda é debatida, mas acredita-se que o fluido (que pode ser vítreo liquefeito ou líquido cefalorraquidiano do espaço subaracnóideo) migre através da fosseta para o espaço sub-retiniano ou para as camadas internas da retina (retinosquise), causando o descolamento seroso macular e a consequente perda visual súbita ou progressiva.
O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) é fundamental para identificar a presença de fluido intra-retiniano (esquise) e sub-retiniano, além de demonstrar a comunicação direta entre a fosseta do disco e o espaço macular. Ele permite diferenciar esta condição de outras causas de descolamento seroso e monitorar a resposta ao tratamento cirúrgico, como a vitrectomia posterior.
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