IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
O aleitamento materno é a melhor opção para a alimentação de lactentes, mas em situações em que a amamentação não é possível, as fórmulas lácteas são alternativas para garantir o aporte nutricional adequado. Considerando as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil sobre as fórmulas lácteas para lactentes, qual das seguintes afirmações está CORRETA?
Preparo de fórmula → água fervida + temperatura ambiente para evitar contaminação e queimaduras.
Na impossibilidade do aleitamento materno, o preparo seguro da fórmula infantil com água fervida e sem adição de açúcares é fundamental para a saúde do lactente.
O aleitamento materno é o padrão-ouro da nutrição infantil, oferecendo benefícios imunológicos, cognitivos e afetivos inigualáveis. No entanto, em situações específicas onde a amamentação é contraindicada ou impossível, as fórmulas infantis surgem como a alternativa técnica adequada. Diferente do leite de vaca 'in natura', as fórmulas passam por processos de desmineralização e ajuste proteico para respeitar a fisiologia renal e digestiva do lactente. A segurança no preparo é um ponto crítico de saúde pública. A utilização de água fervida visa prevenir infecções por microrganismos como Cronobacter sakazakii e Salmonella. Além disso, o Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 Anos do Ministério da Saúde enfatiza a importância de não utilizar bicos, mamadeiras e chupetas, pois estes podem levar à confusão de bicos e ao desmame precoce, além de estarem associados a maiores índices de infecções e problemas ortodônticos.
O leite de vaca integral possui uma concentração excessiva de proteínas e eletrólitos (como sódio), o que gera uma alta carga soluta renal, podendo levar à desidratação e sobrecarga dos rins imaturos do lactente. Além disso, possui baixa biodisponibilidade de ferro e pode causar micro-hemorragias intestinais, sendo o principal fator de risco para anemia ferropriva nessa faixa etária. As fórmulas infantis são modificadas industrialmente para se aproximarem da composição do leite materno, reduzindo proteínas e adequando micronutrientes.
Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, a água utilizada deve ser fervida para garantir a eliminação de patógenos. Após a fervura, deve-se esperar que a água esfrie até atingir a temperatura ambiente ou morna antes de misturar o pó, para evitar a degradação de nutrientes e queimaduras no lactente. A diluição deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante (geralmente uma medida rasa para cada 30ml de água) para evitar fórmulas hiperconcentradas ou hipoconcentradas.
Não. A adição de açúcares, mel, amidos ou espessantes é fortemente desencorajada. O açúcar e o mel aumentam o risco de obesidade infantil, cáries precoces e botulismo (no caso do mel em menores de 1 ano). As fórmulas infantis já possuem a quantidade adequada de carboidratos (geralmente lactose) necessária para o desenvolvimento do bebê, e a introdução de sabores doces prejudica a formação de hábitos alimentares saudáveis.
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