CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Assinale a alternativa correta com relação ao exame de biometria ultrassônica:
Olho curto (<22mm) → Holladay II ou Hoffer Q; Olho longo (>26mm) → SRK/T.
A precisão do cálculo da LIO depende da escolha da fórmula baseada no comprimento axial (AL). Olhos extremos (muito curtos ou muito longos) exigem fórmulas de 3ª ou 4ª geração específicas.
A biometria ocular evoluiu de fórmulas de regressão simples (1ª geração como SRK) para modelos matemáticos complexos que tentam prever a Posição Efetiva da Lente (ELP). A ELP é a distância entre o ápice corneano e o plano principal da LIO, sendo a maior fonte de erro no cálculo biométrico atual. Para o residente, é fundamental memorizar a aplicação clínica: Olhos curtos (<22mm) beneficiam-se de Hoffer Q ou Holladay II. Olhos médios (22-24.5mm) funcionam bem com quase todas as fórmulas modernas (Holladay 1, SRK/T, Hoffer Q). Olhos longos (>26mm) têm na SRK/T sua indicação clássica. A compreensão de que a Holladay II é uma excelente opção para microftalmia ou olhos curtos é um tópico recorrente em exames de título de especialista.
Para olhos curtos (AL < 22 mm), as fórmulas de 3ª geração como Hoffer Q e as de 4ª geração como Holladay II são as mais indicadas. Isso ocorre porque olhos curtos apresentam maior variabilidade na Posição Efetiva da Lente (ELP). A fórmula Holladay II utiliza sete variáveis (incluindo profundidade da câmara anterior, espessura do cristalino e diâmetro da córnea) para prever melhor onde a lente ficará posicionada, reduzindo o erro refracional que fórmulas mais simples como a SRK/T costumam induzir nesses casos.
A fórmula SRK/T (uma fórmula teórica de 3ª geração modificada por regressão) é amplamente reconhecida como superior para olhos longos (AL > 26 mm). Em olhos míopes, a relação entre a curvatura corneana e o comprimento axial muda, e a SRK/T ajusta melhor a estimativa da ELP para esses olhos maiores. No entanto, em casos de miopia extrema, fórmulas mais recentes como Barrett Universal II têm demonstrado resultados ainda mais precisos, embora a SRK/T continue sendo uma referência sólida em provas e na prática clínica.
As fórmulas de quarta geração, como Holladay II e Barrett Universal II, diferenciam-se das anteriores por não dependerem exclusivamente do comprimento axial e da ceratometria para estimar a ELP. Elas incorporam dados adicionais como a profundidade da câmara anterior (ACD), a espessura do cristalino (LT) e o diâmetro horizontal da córnea (white-to-white). Essa análise multidimensional permite uma predição muito mais acurada do posicionamento da LIO, especialmente em olhos que fogem da média estatística populacional.
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