UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Relacione as colunas, associando as formas clínicas da Hanseníase às suas respectivas lesões.COLUNA I1. Hanseníase indeterminada.2. Hanseníase tuberculoide.3. Hanseníase borderline borderlaine.4. Hanseníase virchoviana.COLUNA II( ) Lesões em placas ou anulares com bordas papulosas, eritematosas ou hipocrômicas.( ) Máculas hipocrômicas com diminuição da sudorese e alteração da sensibilidade.( ) Pápulas, nódulos e infiltrações difusas com distribuição simétrica.( ) Placas e lesões foveolares com distribuição assimétrica.A sequência correta de associação da coluna II é:
Hanseníase: Indeterminada → máculas hipocrômicas; Tuberculoide → placas anulares; Borderline → placas foveolares; Virchowiana → pápulas, nódulos simétricos.
A hanseníase apresenta um espectro clínico variado, e a correta identificação das lesões cutâneas é crucial para a classificação e o tratamento. As formas indeterminada e tuberculoide são paucibacilares, enquanto a virchowiana e borderline são multibacilares, com implicações terapêuticas e prognósticas distintas.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Sua importância clínica reside na capacidade de causar incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente, sendo um desafio de saúde pública em muitas regiões. A compreensão das suas formas clínicas é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia da hanseníase é determinada pela resposta imune do hospedeiro ao bacilo, que varia de uma forte resposta Th1 (forma tuberculoide) a uma fraca resposta Th1 com predomínio Th2 (forma virchowiana). O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e/ou baciloscopia positiva. A suspeita deve surgir em pacientes com lesões cutâneas crônicas e alterações neurológicas periféricas. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia medicamentosa (PQT), variando em esquema e duração conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a prevenção de incapacidades e o manejo das reações hansênicas são pontos de atenção. O acompanhamento dos contatos é essencial para o controle da doença.
As principais formas clínicas da hanseníase são indeterminada, tuberculoide, borderline (dimorfa) e virchowiana, cada uma com características imunológicas e baciloscópicas distintas que influenciam o quadro clínico.
A hanseníase tuberculoide apresenta lesões em placas ou anulares bem delimitadas, eritematosas ou hipocrômicas, com bordas papulosas e assimetria. Já a virchowiana cursa com pápulas, nódulos e infiltrações difusas, com distribuição simétrica e face leonina em casos avançados.
A classificação da hanseníase em paucibacilar (indeterminada, tuberculoide) ou multibacilar (borderline, virchowiana) é fundamental para definir o esquema terapêutico, a duração do tratamento e a necessidade de acompanhamento dos contatos, visando a cura e prevenção de sequelas.
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