Fórcipe de Scanzoni: Indicações e Técnica de Rotação

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

Segundo os princípios básicos da aplicação do fórcipe, a dupla pega de Scanzoni poderá ser necessária nas apresentações

Alternativas

  1. A) cefálicas, variedades transversas, para as rotações de 90⁰ com fórcipe de Kielland.
  2. B) cefálicas, variedades anteriores oblíquas, para as rotações de 45⁰ com fórcipe de Simpson.
  3. C) pélvicas, modo de nádegas (agripina), para as rotações de 45⁰ com fórcipe de Piper.
  4. D) cefálicas, variedades posteriores oblíquas, para as rotações de 135⁰ com fórcipe de Simpson.
  5. E) cefálicas, variedades anteriores oblíquas, para as rotações de 135⁰ com fórcipe de Piper.

Pérola Clínica

Pega dupla de Scanzoni → rotação de 135° em variedades posteriores oblíquas (ex: ODP, OPE) com fórcipe de Simpson.

Resumo-Chave

A manobra de Scanzoni é utilizada para corrigir distocias de rotação em apresentações cefálicas posteriores oblíquas, como ODP ou OPE, que requerem uma rotação de 135 graus. Ela envolve uma aplicação inicial do fórcipe, rotação, retirada e reaplicação para completar a rotação.

Contexto Educacional

A aplicação do fórcipe é um procedimento obstétrico que exige conhecimento técnico e experiência para auxiliar no parto vaginal em situações específicas. A manobra de Scanzoni, em particular, é uma técnica de pega dupla utilizada para corrigir distocias de rotação em apresentações cefálicas posteriores oblíquas, como a occipitoposterior direita (ODP) ou esquerda (OPE), que representam um desafio significativo no trabalho de parto. A compreensão de suas indicações e da técnica correta é crucial para a segurança materno-fetal. A fisiopatologia da distocia de rotação envolve a falha da cabeça fetal em girar da posição oblíqua posterior para a anterior durante a descida pelo canal de parto, muitas vezes devido a fatores como bacia ginecoide com diâmetro transverso reduzido, deflexão da cabeça fetal ou contrações uterinas inadequadas. O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, identificando a posição do occipital. A manobra de Scanzoni, que geralmente emprega o fórcipe de Simpson, visa realizar uma rotação de 135 graus, o que é feito em duas etapas: uma rotação inicial e, após a retirada e reaplicação do fórcipe, a rotação complementar. O tratamento com fórcipe de Scanzoni busca posicionar o occipital anteriormente para facilitar a saída da cabeça fetal, prevenindo complicações como prolongamento do segundo estágio do trabalho de parto, sofrimento fetal ou trauma materno. O prognóstico é geralmente bom quando a manobra é realizada por um profissional experiente e em condições adequadas, com monitoramento contínuo da vitalidade fetal. É fundamental que o residente domine a anatomia pélvica, a fisiologia do parto e as técnicas de aplicação de fórcipe para garantir um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para a manobra de Scanzoni?

A manobra de Scanzoni é indicada para corrigir distocias de rotação em apresentações cefálicas posteriores oblíquas (ex: occipitoposterior direita ou esquerda), onde é necessária uma rotação de 135 graus para a posição anterior.

Qual fórcipe é tipicamente utilizado na pega dupla de Scanzoni?

O fórcipe de Simpson é comumente utilizado na manobra de Scanzoni devido às suas características de curvatura pélvica e cefálica, que permitem uma boa adaptação à cabeça fetal e rotação.

Como a manobra de Scanzoni difere da rotação com fórcipe de Kielland?

A manobra de Scanzoni é uma pega dupla para rotações de 135° em variedades posteriores oblíquas, enquanto o fórcipe de Kielland é geralmente utilizado para rotações de 90° em variedades transversas, podendo ser aplicado sem necessidade de retirada e reaplicação.

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