Fórcipe Obstétrico: Indicações, Técnicas e Uso do Kielland

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019

Enunciado

Em relação à aplicabilidade e uso do fórcipe (forceps) obstétrico, marque a CORRETA:

Alternativas

  1. A) A sua utilização encontra-se proscrita ou proibida, frente às atuais preconizações da assistência humanizada do parto.
  2. B) A aplicabilidade depende de condições técnicas: qualificação e treinamento médico, bolsa íntegra, dilatação cervical completa, boa proporção céfalo-pélvica e diagnóstico exato da variedade de posição.
  3. C) a pega ideal, denominada biparietomalomentoniana, torna-se mais provável quando aplica-se o fórcipe médio ou alto.
  4. D) Na variedade oblíqua esquerda anterior, o ramo direito ou anterior deve ser o primeiro a ser introduzido, preferencialmente quando o feto encontra-se em De Lee= +1.
  5. E) Nas variedades transversas, o fórcipe de Kielland deve ser o preferencial. A primeira colher a ser alocada é a anterior.

Pérola Clínica

Fórcipe de Kielland é preferencial para variedades transversas; primeira colher a ser alocada é a anterior.

Resumo-Chave

O fórcipe obstétrico é uma ferramenta para parto assistido, não proscrita, mas com indicações e técnicas específicas. O fórcipe de Kielland é particularmente útil em variedades transversas, permitindo a rotação fetal com mínima curvatura pélvica, sendo a colher anterior a primeira a ser introduzida.

Contexto Educacional

O fórcipe obstétrico é um instrumento que, apesar de sua história antiga, mantém sua relevância na obstetrícia moderna como uma ferramenta para o parto assistido. Sua utilização é indicada em situações específicas, como sofrimento fetal agudo, exaustão materna, doenças maternas que contraindiquem o esforço expulsivo prolongado, ou em casos de parada da progressão do parto no período expulsivo. É crucial que o médico possua qualificação e treinamento adequados para sua aplicação, garantindo a segurança da mãe e do bebê. As condições para a aplicabilidade do fórcipe incluem dilatação cervical completa, apresentação fetal adequada (geralmente cefálica), membranas rompidas, bacia materna clinicamente adequada (sem desproporção céfalo-pélvica) e um diagnóstico preciso da variedade de posição fetal. A pega ideal do fórcipe é a biparietomalar, que permite a tração e/ou rotação do polo cefálico com o mínimo de trauma. Existem diferentes tipos de fórceps, cada um com características e indicações específicas. O fórcipe de Kielland, por exemplo, é particularmente útil para variedades de posição transversas ou oblíquas, pois suas hastes sem curvatura pélvica permitem uma rotação mais eficaz do polo cefálico. Para residentes, o domínio da técnica e das indicações do fórcipe é essencial, pois ele pode ser uma alternativa valiosa à cesariana em certas circunstâncias, contribuindo para desfechos maternos e neonatais favoráveis quando empregado corretamente.

Perguntas Frequentes

O uso do fórcipe obstétrico é proibido na assistência humanizada ao parto?

Não, o uso do fórcipe obstétrico não é proscrito ou proibido. Ele é uma ferramenta válida e importante na assistência ao parto, especialmente em situações de sofrimento fetal ou exaustão materna, quando bem indicado e aplicado por profissionais qualificados, visando evitar uma cesariana ou complicações.

Quais são as condições técnicas para a aplicabilidade do fórcipe?

As condições técnicas incluem qualificação e treinamento médico, dilatação cervical completa, apresentação fetal adequada, boa proporção céfalo-pélvica, ausência de desproporção e diagnóstico exato da variedade de posição. A bolsa amniótica deve estar rota ou ser rompida.

Qual fórcipe é preferencial para variedades transversas e como é sua aplicação?

Para variedades transversas, o fórcipe de Kielland é o preferencial devido à sua capacidade de rotação. A técnica envolve a introdução da colher anterior primeiro, seguida da posterior, permitindo a rotação do polo cefálico para uma posição mais favorável ao desprendimento.

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