Fórcipe Obstétrico: Técnica, Indicações e Riscos

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Em relação à aplicabilidade do fórcipe, o conhecimento torna-se essencial para a prática obstétrica em determinadas situações. Sobre o tema, assinale a assertiva INCORRETA.

Alternativas

  1. A) As aplicações de fórcipe em apresentações altas no estreito médio do canal de parto devem ser evitadas no contexto das boas práticas
  2. B) O fórcipe de alívio requer algumas condições de aplicabilidade, sendo as principais: diagnóstico correto da variedade de posição, proporcionalidade feto-pélvica, apresentações baixas (De Lee= +3 ou +4.
  3. C) A pega ideal (frontomastoideia) deve ser preconizada com o intuito de reduzir tocotraumatismos fetais.
  4. D) Nas variedades transversas, utiliza-se o fórcipe de Kielland, sendo que a primeira colher a ser alocada é a anterior e mediante técnica migratória, reproduzindo a manobra de Lachapelle até ficar sob o pube.
  5. E) A revisão do canal de parto é indispensável, quando se realiza fórcipe baixo ou de alívio, pois se associa à baixa probabilidade de traumas perineais.

Pérola Clínica

Pega ideal do fórcipe = biparietal/bimalar; pega frontomastoideia ↑ risco de tocotraumatismos.

Resumo-Chave

A aplicação do fórcipe exige técnica precisa para minimizar riscos. A pega frontomastoideia é inadequada e aumenta o risco de lesões fetais, sendo a pega biparietal ou bimalar a mais segura e eficaz para a extração.

Contexto Educacional

O fórcipe obstétrico é um instrumento crucial na prática obstétrica, utilizado para auxiliar no parto vaginal em situações específicas. Sua aplicação exige conhecimento técnico aprofundado e avaliação rigorosa das condições maternas e fetais, incluindo dilatação cervical completa, membranas rotas, apresentação cefálica, bacia materna adequada e ausência de desproporção céfalo-pélvica. O domínio das indicações, contraindicações e tipos de fórcipe (como de alívio, médio ou de rotação) é fundamental para a segurança da mãe e do bebê. A técnica correta de aplicação do fórcipe é essencial para minimizar os riscos de tocotraumatismos. A pega ideal é a biparietal ou bimalar, que permite a tração e rotação da cabeça fetal de forma mais fisiológica e segura. A pega frontomastoideia, mencionada como incorreta na questão, é uma das principais causas de lesões fetais graves, como paralisia facial, fraturas cranianas e hemorragias intracranianas, devido à compressão inadequada da cabeça. Após a aplicação do fórcipe, a revisão minuciosa do canal de parto é uma etapa obrigatória. Mesmo em fórcipe baixo ou de alívio, há risco de lacerações cervicais, vaginais ou perineais que podem levar a hemorragias significativas se não forem identificadas e corrigidas. A prática segura do fórcipe visa a resolução rápida do parto quando indicado, com o menor trauma possível para ambos, mãe e feto, exigindo treinamento contínuo e avaliação crítica de cada caso.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para o uso do fórcipe obstétrico?

As indicações incluem exaustão materna, sofrimento fetal, doenças maternas que contraindiquem esforço expulsivo prolongado, e encurtamento do período expulsivo em apresentações baixas, desde que as condições de aplicabilidade sejam preenchidas.

Qual a importância da revisão do canal de parto após a aplicação do fórcipe?

A revisão do canal de parto é indispensável após qualquer aplicação de fórcipe, mesmo os baixos ou de alívio, para identificar e reparar lacerações cervicais, vaginais ou perineais que podem ocorrer, prevenindo hemorragias e outras complicações.

Como a pega frontomastoideia se diferencia da pega ideal no fórcipe?

A pega frontomastoideia é uma pega incorreta e traumática, pois comprime o crânio fetal de forma inadequada. A pega ideal é a biparietal ou bimalar, que distribui a pressão de forma mais segura e alinha o maior diâmetro da cabeça fetal com o menor diâmetro pélvico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo