ENARE/ENAMED — Prova 2022
O fórcipe pode ser classificado, quanto à aplicação, de acordo com o nível de descida e à variedade de posição da apresentação fetal. Durante o período expulsivo prolongado do trabalho de parto, constata-se feto em variedade de posição OET e apresentação no plano +3 de DeLee. O fórcipe idealmente empregado para resolução desse parto é
Feto em OET (occipito-esquerda transversa) no plano +3 de DeLee → fórcipe de Kielland para rotação e extração.
O fórcipe de Kielland é o instrumento de escolha para rotações fetais, especialmente em variedades de posição transversas (como OET) ou oblíquas, e em apresentações altas (plano +2 ou +3 de DeLee). Sua característica principal é a ausência de curvatura pélvica, permitindo a rotação da cabeça fetal sem deslocá-la no canal de parto.
O fórcipe obstétrico é um instrumento que, quando bem indicado e aplicado por um profissional experiente, pode ser vital para a resolução de partos distócicos, prevenindo morbidade e mortalidade materna e fetal. A classificação dos fórceps e suas indicações específicas são conhecimentos essenciais para o residente em obstetrícia. A escolha do fórcipe depende do nível da apresentação fetal no canal de parto (planos de DeLee) e da variedade de posição da cabeça fetal. No caso apresentado, a variedade de posição OET (occipito-esquerda transversa) indica que o occipital do feto está voltado para o lado esquerdo da pelve materna, em uma posição transversa. A apresentação no plano +3 de DeLee significa que a cabeça fetal está bem descida, mas ainda não no assoalho pélvico. Nessas situações, onde há necessidade de rotação da cabeça fetal para uma posição anterior ou posterior antes da extração, o fórcipe de Kielland é o mais adequado. O fórcipe de Kielland é projetado para realizar rotações. Sua ausência de curvatura pélvica permite que as colheres sejam aplicadas e giradas dentro do canal de parto sem causar trauma excessivo. Outros fórceps, como o Simpson e o Elliot, são mais indicados para extração em posições já favoráveis ou com rotações mínimas. O fórcipe de Piper é usado para a cabeça derradeira em partos pélvicos. O fórcipe de Barton é para rotações em apresentações transversas altas, mas o Kielland é mais versátil.
O fórcipe de Kielland é idealmente indicado para rotações fetais, especialmente em distocias de rotação com a cabeça fetal em variedades de posição transversas (como OET) ou oblíquas, e quando a apresentação está em planos mais altos (+2 ou +3 de DeLee).
A principal característica do fórcipe de Kielland é a ausência de curvatura pélvica, o que permite que as colheres sejam aplicadas e giradas independentemente da pelve materna, facilitando a rotação da cabeça fetal sem deslocá-la.
Os riscos incluem lacerações maternas (vaginais, cervicais), hemorragia, trauma fetal (lesões nervosas, fraturas, cefalohematoma) e, em casos raros, lesões mais graves. A experiência do operador e a seleção adequada do caso são cruciais para minimizar esses riscos.
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