Fórcipe de Kielland: Indicação em Distocia de Rotação Fetal

ENARE/ENAMED — Prova 2022

Enunciado

O fórcipe pode ser classificado, quanto à aplicação, de acordo com o nível de descida e à variedade de posição da apresentação fetal. Durante o período expulsivo prolongado do trabalho de parto, constata-se feto em variedade de posição OET e apresentação no plano +3 de DeLee. O fórcipe idealmente empregado para resolução desse parto é

Alternativas

  1. A) Kielland. 
  2. B) Simpson. 
  3. C) Piper. 
  4. D) Barton. 
  5. E) Elliot.

Pérola Clínica

Feto em OET (occipito-esquerda transversa) no plano +3 de DeLee → fórcipe de Kielland para rotação e extração.

Resumo-Chave

O fórcipe de Kielland é o instrumento de escolha para rotações fetais, especialmente em variedades de posição transversas (como OET) ou oblíquas, e em apresentações altas (plano +2 ou +3 de DeLee). Sua característica principal é a ausência de curvatura pélvica, permitindo a rotação da cabeça fetal sem deslocá-la no canal de parto.

Contexto Educacional

O fórcipe obstétrico é um instrumento que, quando bem indicado e aplicado por um profissional experiente, pode ser vital para a resolução de partos distócicos, prevenindo morbidade e mortalidade materna e fetal. A classificação dos fórceps e suas indicações específicas são conhecimentos essenciais para o residente em obstetrícia. A escolha do fórcipe depende do nível da apresentação fetal no canal de parto (planos de DeLee) e da variedade de posição da cabeça fetal. No caso apresentado, a variedade de posição OET (occipito-esquerda transversa) indica que o occipital do feto está voltado para o lado esquerdo da pelve materna, em uma posição transversa. A apresentação no plano +3 de DeLee significa que a cabeça fetal está bem descida, mas ainda não no assoalho pélvico. Nessas situações, onde há necessidade de rotação da cabeça fetal para uma posição anterior ou posterior antes da extração, o fórcipe de Kielland é o mais adequado. O fórcipe de Kielland é projetado para realizar rotações. Sua ausência de curvatura pélvica permite que as colheres sejam aplicadas e giradas dentro do canal de parto sem causar trauma excessivo. Outros fórceps, como o Simpson e o Elliot, são mais indicados para extração em posições já favoráveis ou com rotações mínimas. O fórcipe de Piper é usado para a cabeça derradeira em partos pélvicos. O fórcipe de Barton é para rotações em apresentações transversas altas, mas o Kielland é mais versátil.

Perguntas Frequentes

Quando o fórcipe de Kielland é indicado no parto?

O fórcipe de Kielland é idealmente indicado para rotações fetais, especialmente em distocias de rotação com a cabeça fetal em variedades de posição transversas (como OET) ou oblíquas, e quando a apresentação está em planos mais altos (+2 ou +3 de DeLee).

Qual a principal característica do fórcipe de Kielland que o diferencia de outros?

A principal característica do fórcipe de Kielland é a ausência de curvatura pélvica, o que permite que as colheres sejam aplicadas e giradas independentemente da pelve materna, facilitando a rotação da cabeça fetal sem deslocá-la.

Quais são os riscos associados ao uso do fórcipe de Kielland?

Os riscos incluem lacerações maternas (vaginais, cervicais), hemorragia, trauma fetal (lesões nervosas, fraturas, cefalohematoma) e, em casos raros, lesões mais graves. A experiência do operador e a seleção adequada do caso são cruciais para minimizar esses riscos.

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