HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
Primigesta com evolução normal do trabalho de parto, durante o período expulsivo, apresenta parada de progressão, com apresentação cefálica em variedade de posição occipito-direita-transversa e assinclitismo anterior, plano +2 de De Lee, e batimentos cardíacos fetais de 128 bpm. A melhor conduta é:
Parada de progressão no expulsivo com ODT e assinclitismo → Fórcipe de Kielland para rotação e tração.
O fórcipe de Kielland é o instrumento de escolha para rotação e tração em casos de distocia de rotação, como a posição occipito-direita-transversa (ODT) com assinclitismo anterior, especialmente quando a cabeça fetal está em planos mais altos (+2 de De Lee), permitindo a correção da posição antes da tração.
O parto instrumental, como o uso de fórceps, é uma ferramenta importante na obstetrícia para resolver distocias no período expulsivo, quando o parto vaginal espontâneo não progride ou há necessidade de abreviar o período expulsivo por sofrimento fetal. A escolha do tipo de fórcipe depende da posição e do plano da apresentação fetal. O fórcipe de Kielland é particularmente útil em casos de distocia de rotação, como a apresentação occipito-direita-transversa (ODT) ou occipito-posterior persistente, e para correção de assinclitismo. Suas lâminas não possuem curva pélvica, o que permite a rotação da cabeça fetal dentro da bacia materna, mesmo em planos mais altos (até +2 de De Lee), antes da tração. A aplicação do fórcipe de Kielland requer experiência e técnica apurada para evitar complicações maternas e fetais. É fundamental uma avaliação cuidadosa da bacia, da posição fetal e da dilatação cervical completa. Em situações onde a rotação não é possível ou há falha na progressão, a cesariana pode ser a alternativa.
O fórcipe de Kielland é primariamente indicado para a rotação da cabeça fetal em casos de distocia de rotação, como as posições occipito-transversas ou occipito-posteriores, e para correção de assinclitismo.
O fórcipe de Kielland pode ser aplicado em planos mais altos, geralmente de 0 a +2 de De Lee, o que o diferencia de outros fórceps de saída que exigem a cabeça fetal em planos mais baixos (+3 ou +4).
O fórcipe de Kielland possui lâminas que se articulam em um eixo deslizante, permitindo a rotação da cabeça fetal sem a necessidade de rotação do punho do operador. O Simpson é um fórcipe de saída, usado para tração em posições já rotacionadas.
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