UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
''O Fórcipe ocupa o seu lugar de destaque na prática obstétrica moderna, apesar do estigma negativo que perdura entre leigos”. Assim, o conhecimento torna-se essencial para a prática obstétrica em determinadas situações. Sobre o tema, assinale a assertiva CORRETA.
Fórcipe de Kielland em variedades transversas → técnica migratória, primeira colher anterior, manobra de Lachapelle.
O fórcipe de Kielland é projetado para rotação e extração em apresentações transversas ou oblíquas, sendo sua aplicação específica e requerendo técnica apurada para minimizar riscos materno-fetais. A manobra de Lachapelle é crucial para o posicionamento correto da colher anterior.
O fórcipe obstétrico é um instrumento valioso na prática obstétrica moderna, utilizado para auxiliar no parto vaginal em situações específicas onde há necessidade de encurtar o período expulsivo ou resolver distócias. Apesar de um estigma social, seu uso adequado por profissionais treinados pode prevenir morbidade e mortalidade materno-fetal. É fundamental que o residente domine as indicações, contraindicações e técnicas de aplicação dos diferentes tipos de fórcipe. A aplicação do fórcipe requer condições prévias rigorosas, como dilatação cervical completa, membranas rotas, apresentação cefálica, variedade de posição conhecida, bacia materna adequada e anestesia eficaz. O fórcipe de Kielland é particularmente indicado para rotação em variedades de posição transversas ou oblíquas, onde a cabeça fetal precisa ser girada antes da extração. A técnica migratória e a manobra de Lachapelle são passos essenciais para o correto posicionamento da colher anterior e posterior, garantindo a segurança do procedimento. Após a aplicação do fórcipe, a revisão minuciosa do canal de parto é uma etapa indispensável para identificar e corrigir possíveis lacerações ou traumas. A escolha do tipo de fórcipe e a técnica empregada devem sempre visar a minimização dos riscos de tocotraumatismos fetais e lesões maternas, como a pega biparietomalomentoniana, que é considerada a mais segura. O conhecimento aprofundado dessas nuances é vital para a prática obstétrica segura e eficaz.
As principais indicações incluem sofrimento fetal agudo, exaustão materna, doenças maternas que contraindiquem o esforço expulsivo prolongado, e encurtamento do período expulsivo.
No fórcipe de Kielland para variedades transversas, a primeira colher a ser alocada é a anterior, seguida pela posterior, utilizando a técnica migratória e a manobra de Lachapelle para rotação e posicionamento adequado.
A revisão do canal de parto é crucial após qualquer aplicação de fórcipe, mesmo os baixos ou de alívio, para identificar e reparar lacerações cervicais, vaginais ou perineais que podem causar hemorragia e outras complicações.
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