FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Quando grandes rotações da cabeça fetal são necessárias, qual o fórcipe mais indicado?
Grandes rotações da cabeça fetal → Fórcipe de Kielland.
O fórcipe de Kielland é o mais indicado para grandes rotações da cabeça fetal (transversas ou oblíquas) devido à sua curvatura pélvica mínima e lâminas deslizantes, que permitem a rotação sem a necessidade de reposicionar o fórcipe.
O parto instrumentalizado com fórceps é uma intervenção obstétrica que visa auxiliar a extração fetal em situações específicas, como distocias de rotação ou de descida, sofrimento fetal ou exaustão materna. A escolha do tipo de fórceps é crucial e depende da apresentação fetal e da necessidade clínica. Cada fórceps possui características anatômicas e funcionais distintas que o tornam mais adequado para determinadas situações. O fórcipe de Kielland é particularmente indicado para corrigir distocias de rotação, especialmente quando a cabeça fetal se encontra em posição transversa ou oblíqua no plano médio da pelve. Suas lâminas não possuem curvatura pélvica acentuada e são deslizantes, permitindo que o operador gire a cabeça fetal sem a necessidade de remover e reaplicar o instrumento, minimizando o trauma. Outros fórceps, como o Simpson, são mais utilizados para tração em partos com feto já rotacionado e em apresentações cefálicas fletidas. O fórcipe de Piper é usado para extração da cabeça derradeira em partos pélvicos. A correta indicação e técnica de aplicação do fórceps são fundamentais para a segurança materno-fetal, exigindo experiência e conhecimento anatômico do obstetra.
As indicações incluem sofrimento fetal agudo, exaustão materna, distocia de rotação ou de descida, e condições maternas que contraindiquem o esforço expulsivo prolongado.
O fórcipe de Kielland é projetado para rotações, com curvatura pélvica mínima e lâminas deslizantes. O fórcipe de Simpson possui uma curvatura pélvica acentuada e é mais utilizado para tração em partos com feto já rotacionado e em apresentações cefálicas fletidas.
Os riscos incluem lacerações maternas (vagina, períneo, colo), hemorragia, trauma fetal (lesões nervosas, fraturas, cefalohematoma) e, em casos raros, lesões mais graves.
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