INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Uma primigesta, cardiopata por doença reumática, classe funcional NYHA I, com boa evolução do trabalho de parto, apresenta parada na progressão. A apresentação é occipito direita transversa e com assinclitismo anterior, plano +2 de DeLee. Os batimentos cardíacos fetais estão em 128bpm. Considerando o quadro clínico apresentado, a melhor conduta no momento seria:
Parada de progressão com apresentação transversa e assinclitismo em plano +2 → Fórcipe de Kielland para rotação e extração.
O fórcipe de Kielland é o instrumento de escolha para distocias de rotação em planos mais altos (+2 de DeLee), especialmente em apresentações transversas e com assinclitismo, permitindo a rotação e tração sem a necessidade de uma cesariana de emergência, desde que as condições maternas e fetais permitam.
A distocia de rotação é uma causa comum de parada na progressão do trabalho de parto, especialmente em primigestas. A identificação precoce dessa condição e a escolha da intervenção adequada são cruciais para o desfecho materno-fetal. A avaliação do plano de DeLee e da posição fetal é fundamental para determinar a melhor conduta. O fórcipe de Kielland é um instrumento obstétrico especializado, projetado para realizar a rotação da cabeça fetal em casos de distocia de rotação, como a apresentação occipito direita transversa com assinclitismo. Sua utilização permite a correção da posição fetal antes da extração, evitando a necessidade de uma cesariana em situações onde o parto vaginal operatório é viável e seguro, desde que as condições permitam. Para residentes, é vital compreender as indicações e contraindicações dos diferentes tipos de fórceps. O fórcipe de Kielland, em particular, requer habilidade e experiência para sua aplicação segura e eficaz, sendo uma ferramenta valiosa no arsenal do obstetra para resolver distocias de rotação em planos mais altos, otimizando os resultados maternos e fetais.
É indicado para distocias de rotação, especialmente em apresentações transversas ou oblíquas, e em casos de assinclitismo, quando o feto está em planos mais altos (ex: +2 de DeLee) e há parada na progressão do parto.
Contraindicações incluem feto prematuro, suspeita de macrossomia, desproporção céfalo-pélvica absoluta, sofrimento fetal grave que exija parto imediato, ou inexperiência do operador.
O fórcipe de Kielland é projetado para rotação, com lâminas que não possuem curva pélvica e podem ser aplicadas em qualquer diâmetro da pelve. O fórcipe de Simpson possui curva pélvica e é mais utilizado para tração em apresentações já rotacionadas.
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