SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
HOFFMAN, Barbara L. Ginecologia de Williams. 2. ed. Porto Alegre: AMGH Editora Ltda, 2014, com adaptações.A respeito da técnica de aplicação do forcéps, é correto afirmar que essa imagem representa a aplicação
Fórceps de Simpson: usado em apresentações cefálicas baixas, occipitoanteriores ou posteriores, com cabeça bem fletida e moldada.
O fórceps de Simpson é um tipo de fórceps de saída ou baixo, projetado para apresentações cefálicas com a cabeça bem fletida e moldada, geralmente em variedades de posição occipitoanterior ou occipitoposterior. Sua aplicação exige conhecimento preciso da posição fetal e da técnica correta para evitar lesões maternas e fetais.
O parto vaginal operatório com fórceps é uma habilidade essencial na obstetrícia, utilizada para encurtar o segundo estágio do trabalho de parto ou para resolver situações de sofrimento fetal ou exaustão materna. A escolha do tipo de fórceps e a técnica de aplicação dependem da variedade de posição fetal, da altura da apresentação e da experiência do operador. O fórceps de Simpson é um dos mais utilizados, especialmente para partos de fórceps de saída ou baixos, onde a cabeça fetal já está bem engajada e em posições favoráveis. A técnica de aplicação do fórceps exige um conhecimento profundo da anatomia pélvica e fetal. As pás do fórceps devem ser aplicadas de forma cefálica, ou seja, sobre as laterais da cabeça fetal, e de forma pélvica, alinhadas com as curvaturas da pelve materna. A identificação precisa da variedade de posição fetal é crucial para garantir uma aplicação correta e evitar complicações. Uma aplicação errada pode resultar em compressão inadequada da cabeça fetal, trauma materno (lacerações vaginais, cervicais ou perineais) ou fetal (lesões neurológicas, fraturas cranianas, paralisia facial). As indicações para o uso de fórceps incluem período expulsivo prolongado, suspeita de sofrimento fetal, exaustão materna e certas condições maternas que contraindiquem o esforço de puxo. É fundamental que todos os pré-requisitos para a aplicação de fórceps sejam atendidos antes do procedimento. A prática e o treinamento supervisionado são indispensáveis para que residentes desenvolvam a proficiência necessária nesta técnica, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
As principais indicações incluem período expulsivo prolongado, sofrimento fetal agudo (quando o parto vaginal é iminente), exaustão materna, doenças maternas que contraindiquem o esforço de puxo (ex: cardiopatias graves) e descolamento prematuro de placenta com feto vivo e colo totalmente dilatado.
O fórceps de Simpson é curvo e fenestrado, ideal para cabeças bem moldadas em apresentações baixas. O fórceps de Kielland é reto, sem curva pélvica, usado principalmente para rotação da cabeça fetal em posições transversas ou oblíquas. O fórceps de Piper possui uma haste longa e curva, projetado para auxiliar no parto de cabeça derradeira em apresentações pélvicas.
Os pré-requisitos incluem colo totalmente dilatado, membranas rotas, apresentação cefálica (exceto Piper), bacia materna clinicamente adequada, bexiga vazia, anestesia adequada, ausência de desproporção céfalo-pélvica e conhecimento da variedade de posição fetal.
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