UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Uma paciente está na sala de parto no período clínico de expulsão com a duração de 50 minutos. O toque obstétrico revela feto em apresentação cefálica fletida em OP no plano de (+3) de De Lee. A ausculta fetal identifica 90 batimentos por minuto. A conduta adequada é:
Sofrimento fetal agudo + feto em OP baixo (+3) → Fórceps de Simpson sem rotação para abreviar o parto.
Em casos de sofrimento fetal agudo com feto em apresentação cefálica fletida e baixa (plano +3 de De Lee) em posição occipito-púbica (OP), o fórceps de Simpson é a conduta mais adequada para abreviar o período expulsivo e resolver a situação rapidamente, sem necessidade de rotação.
O parto vaginal operatório, como o uso de fórceps, é uma intervenção crucial em situações de distocia ou sofrimento fetal agudo durante o período expulsivo. A escolha do tipo de fórceps depende da apresentação fetal, do plano de De Lee e da necessidade de rotação. A bradicardia fetal persistente (<110 bpm) é um sinal de sofrimento fetal que exige ação rápida para evitar hipóxia e suas consequências. Neste cenário, com feto em apresentação cefálica fletida em OP (occipito-púbica) no plano de +3 de De Lee e bradicardia fetal, o fórceps de Simpson é o mais indicado. Este instrumento é projetado para extração em apresentações já fletidas e baixas, sem a necessidade de rotação, permitindo uma resolução rápida da situação. O fórceps de Kielland, por sua vez, é mais adequado para rotações de apresentações transversas ou posteriores. O manejo adequado dessas situações é vital para a segurança materno-fetal. A avaliação rápida da indicação, a escolha correta do instrumento e a técnica apropriada são habilidades essenciais para o residente de obstetrícia. A monitorização contínua do BCF e a compreensão dos critérios para intervenção são fundamentais para um bom prognóstico.
Os sinais incluem bradicardia fetal persistente (<110 bpm), desacelerações tardias ou variáveis graves, e perda da variabilidade da frequência cardíaca fetal, indicando hipóxia e necessidade de intervenção imediata.
O fórceps de Simpson é utilizado para extração fetal em apresentações já fletidas e baixas, sem necessidade de rotação. O fórceps de Kielland é indicado principalmente para rotação de apresentações transversas ou posteriores e subsequente extração.
O período expulsivo é considerado prolongado em primíparas após 3 horas (ou 4h com analgesia) e em multíparas após 2 horas (ou 3h com analgesia), especialmente se houver falha na progressão do parto.
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