CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Gestante primigesta com 39 semanas chega ao PS em trabalho de parto com dilatação total e feto no plano +2 de De Lee, com apresentação em occipício transverso esquerdo ao exame de toque. Para tal caso, indique a alternativa contendo a MELHOR conduta.
Occipício transverso esquerdo (OTE) no plano +2 → Fórceps de Kielland para rotação e extração.
O fórceps de Kielland é o instrumento de escolha para rotação e extração fetal em apresentações transversas ou oblíquas, especialmente quando o feto está em planos mais altos (como +2 de De Lee), devido à sua capacidade de rotação sem tração excessiva.
O parto vaginal operatório com fórceps é uma habilidade crucial em obstetrícia, utilizada para resolver distocias de trabalho de parto e evitar cesarianas. A escolha do tipo de fórceps depende da apresentação fetal, posição, plano e grau de rotação necessário. A apresentação em occipício transverso esquerdo (OTE) com feto no plano +2 de De Lee é uma indicação clássica para o fórceps de Kielland. O fórceps de Kielland é um fórceps de rotação, caracterizado por suas lâminas que não possuem curvatura pélvica e podem ser aplicadas e giradas independentemente. Isso permite a rotação da cabeça fetal de uma posição transversa ou oblíqua para uma posição anteroposterior, facilitando a descida e o parto. Sua aplicação exige conhecimento anatômico e técnica apurada para minimizar riscos maternos e fetais. Dominar as indicações e a técnica de cada tipo de fórceps é fundamental para o residente, pois a decisão correta impacta diretamente a segurança da mãe e do bebê. A avaliação cuidadosa do caso, incluindo o plano de De Lee e a posição fetal, guia a escolha do instrumento mais adequado, garantindo um desfecho favorável.
O fórceps de Kielland é indicado principalmente para rotação fetal em apresentações anômalas, como occipício transverso ou oblíquo, quando o feto está em planos mais altos da pelve (ex: +2 de De Lee) e há necessidade de correção da posição antes da extração.
O fórceps de Kielland possui lâminas que podem ser giradas independentemente, sendo ideal para rotação. O fórceps de Simpson tem lâminas mais longas e curvas, projetadas para tração em fetos já rotacionados, especialmente em bacias ginecoides.
Os riscos incluem lacerações maternas (vaginal, perineal, cervical), hemorragia, lesões fetais (paralisia facial, cefalohematoma, fraturas) e prolapso de cordão. A experiência do operador e a correta indicação minimizam esses riscos.
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